(Resenha) Morte Súbita – JK Rowling

morte_subita

Autor: J.K Rowling

Editora: Nova Fronteira

ISBN: 9788520932537

Páginas: 512

Lançamento: 2012

No vilarejo inglês de Pagford, tudo corre naturalmente. Tão pequeno que é considerado um distrito. Cada um com suas respectivas tarefas, a vida segue seu rumo naturalmente. Mas não para Barry Fairbrother, ocupante do principal cargo da política ali de Pagford, que morre de aneurisma já no primeiro capítulo do livro.

Antes que você queira me matar: isso não é um spoiler! Na verdade, é a ideia central do livro. Então já deu pra imaginar que a nossa rainha dos bruxinhos da série Harry Potter não vai falar de magia dessa vez. Pelo contrário: a história é muitíssimo realista e cotidiana. É um romance adulto que gira em torno da morte de Barry e da obsessão dos moradores pelo cargo administrativo deixado pelo falecido. Ailás, é por isso que o nome em inglês é “The Casual Vacancy”. Vacância quer dizer: “Cargo ou emprego enquanto não é preenchido”.

O livro é denso e difícil de ler, e isso pode assustar os fãs da JK, que nos levou facilmente ao mundo de Hogwarts – sem tropeços durante a leitura! Dessa vez eu estava esperando uma leitura lenta mesmo, pois já havia lido algumas resenhas sobre a obra. Acredito que nem deva ser uma leitura fácil: é de profunda reflexão e entendimento.

Vale dizer que o livro é dividido por partes e cada capítulo é narrado pelo ponto de vista de um personagem ou família, tendo como foco narrativo a terceira pessoa. Essa separação de capítulos não me incomodou, mas muitas pessoas me disseram que desistiram da leitura por causa disso.

(Spoiler a partir desse ponto)

Em cada família ou pessoa, existe um defeito crucial (ou vários). Me fez pensar sobre várias atitudes que eu tomo sem pensar, ou até mesmo em meus pensamentos em relação a tudo. Uma coisa que eu achei muito real no livro é o que o Danilo (do canal Cabine Literária) disse em sua  sobre o livro: com Barry morto, JK quis dizer que o altruísmo morreu, justamente porque Barry é uma das únicas pessoas no livro com a aura positiva, sempre tentando ajudar o próximo.

São poucas as pessoas no livro com sentimento puro; sempre tem uma personagem corrompida em cada capítulo, desde o começo até o fim da história. Quando eu acabei o livro, fechei-o e comecei a pensar o que a autora quis passar com a história. Acabei concluindo que o título brasileiro faz mais sentido (pelo menos para mim) que o inglês. “Morte Súbita” remete a fato de que pessoas boas tem uma morte súbita, ou seja, não a sentem se aproximar e não sofrem com o fim da vida. Pessoas ruim definham aos poucos e a morte pesa nos ombros, como um baú pesado repleto dos seus piores defeitos.

JK Rowling foi muito feliz na escolha do tema do seu romance adulto (entenda por adulto um tema pesado e narrativa pesada, e não cenas obscenas). É um livro que faz pensar – e como! Mas eu acho que ela se estendeu muito em alguns pontos onde a narrativa poderia ser mais corrida, ou até não ter existido. Mesmo assim, eu me emocionei na cena do funeral de Barry e com as personagens que, de certa forma, eram menosprezadas por serem boas. Então minha nota foi de três estrelas, porque eu acho que a narrativa poderia ser reduzida.

Aqui estão alguns quotes:

“Na sua opinião, o maior erro de 99% das pessoas é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser alguém diferente”

“É estranho como a nossa cabeça pode saber o que o coração se recusa a aceitar”

Beijos e até a próxima,

Mariana

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