Inversão

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Saber que o mundo hoje é imediatista não é novidade. A tecnologia tem pressa e evolui; a humanidade tem pressa e regride. O diálogo quase inexiste, mesmo com tantos meios de comunicação.

Resulta disso a carência, mesmo que despercebida, de senso crítico. As conversas de outrora eram debates. Atualmente só há discussões sobre qual rede social é melhor. Rede? Não: teia. A paciência de receber um bilhete ou uma carta e pensar em que escrever se extinguiu e deu lugar aos meios que temos hoje: rápidos, fáceis e desprovidos de reflexão.

Ocorre, dessa forma, a solidão, e não a solitude. Se havia poetas que se retiravam para pensar, tem-se hoje pessoas solitárias. A interação entre as mesmas é difícil e só se salva quem se esforça para sair do senso comum.

Essa é a sociedade de hoje: forte em tecnologia, fraca de mente (demente?). É preciso sair do marasmo, é preciso retomar os costumes “antiquados”. Mas já dizia Eça de Queirós: “Eis a Civilização”.

Mariana

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