“A difícil arte de se comunicar com quem vive on-line”

 

Começo esse post dizendo que achei a matéria principal da Veja (edição 2.373, ano 47) genial. A chamada da capa é: “Os superpoderes da leitura”. Protagonista da matéria: John Green. Já me senti atraída pela reportagem. Não especificamente por conta do autor, mas também pela abordagem que a Veja fez ao falar sobre a leitura e sua importância na vida dos jovens atuais (o que, claro, muito me interessa).

Mas te interessa por que, Mari? Bom, eu não sei se vocês sabem, mas uma vontade muito grande minha é ter a capacidade de mostrar pra todo mundo o quanto a leitura faz bem. Eu criei o blog justamente por isso. Sei que, comparada a outros blogueiros, minha área de contato é pequena. Mesmo assim, acredito que faço minha parte. E ver que uma revista de grande circulação abordou esse tema realmente me deixou feliz.

Há quem diga que o John Green é só mais um autorzinho best seller. Tá, gosto é gosto. Eu li “A culpa é das estrelas” e “Quem é você, Alasca?” e gostei bastante dos dois. Não foram os livros que mais gostei na vida toda, mas gostei.Para mim, o John Green tem ideias excelentes para o público jovem. Ele é um autor que entende esse público e direciona a ele temas mais “tensos”, por assim dizer. Explicando melhor: a maioria dos livros juvenis que li não tratam temas muito profundos. Geralmente é coisa de romancinho, etc. O novo autor preferido dos jovens do Brasil já não: ele mistura elementos interessantíssimos para quem sempre foi tratado como “pensante inferior”. Por essas e outras, o John Green tem todo o meu respeito e admiração.

Agora vem a parte que todo mundo lincha. “Ai, quanto mimimi em volta de um livro, vai ler outra coisa mais interessante!”. Ok, você pode achar mimimi demais pra “pouca coisa”, mas acho que a “modinha do okay-okay” não deve ser desvalorizada ou menosprezada como aconteceu na época do Crepúsculo, o livro que fez MUITA gente descer lenha. Gente, para e pensa: uma pessoa que está começando a ler por causa do John Green (ou qualquer outro autor) NÃO PODE SER MENOSPREZADA OU RIDICULARIZADA! É um novo leitor nascendo. Eu sempre defendo isso, acho que vocês vão cansar de me ver falar isso.

Tá todo mundo cansado de saber que leitura faz bem. A reportagem da Veja retrata muito bem isso, dando exemplos de alunos que se destacam por já terem lido bastante. Por isso, não é vergonha nenhuma começar por um livro best seller. Eu, que já sou leitora há muitos anos, adoro ler best seller. Posso contar nos dedos de uma mão as pessoas (que conheço) que começaram a ler a partir de um clássico e gostaram. Leitura é como um jogo de xadrez: primeiro você aprende os movimentos básicos, depois as estratégias e vai evoluindo sua jogada. É bem assim! Pode ser que você comece com John Green e termine em Tolstoi. Eu não estou nesse nível ainda, quero deixar bem claro.

Além disso, outro ponto a ser abordado é a dificuldade de introduzir a leitura onde a tecnologia impera. Já parou pra pensar como isso é difícil? Os dias passam e eu vejo que todos nós estamos dependendo da tecnologia cada vez mais. Ninguém é exceção. É uma coisa que faz falta, dado que aprendemos a conviver com ela. Os adolescentes é quem mais se embrenham nesse mundo, aprendem a usar celulares em segundos, mandam mensagens o dia todo… Não estou criticando, até porque eu também faço isso; mas sou a favor do uso das tradições, também. Por exemplo: fico incomodada ao extremo quando pergunto para alguém: “O que você mais gosta de fazer?” e a pessoa responde: “Ah, mexer no celular”. Acredite em mim, já ouvi isso mais de uma vez. Cadê a vontade de ver o mundo, gente?

Aí vêm os autores contemporâneos (a.k.a. best sellers) e atiçam a curiosidade dos adolescentes, fazendo com que eles sintam vontade de ler. John Green não é o único! Rick Riordan, Paula Pimenta, Thalita Rebouças, até mesmo a (minha linda) J.K. Rowling, que nunca sai da moda! Eles vêm em peso e talento. Talento duplo, eu diria: de escrever bem e de trazer as tradições de volta na vida de tantos jovens!

Com esse post só quero dizer o seguinte: mais uma vez, venho defender que todos têm o direito de ler o que quiserem e gostarem. O mundo literário não deveria ter preconceitos. Somos todos unidos por um propósito: a leitura. Todos sabemos como ela é boa. Por que, então, tirar a sementinha recém plantada (da leitura) da alma de alguém?

Mari

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2 comentários sobre ““A difícil arte de se comunicar com quem vive on-line”

  1. Mari, lendo seu post me lembrei da minha adolescência qdo comecei a ler Paulo Coelho e todo mundo criticava, dizendo não ser bom autor e tal…q eu tinha q ler outras coisas e por aí. ..mas já pensou qtas pessoas o Paulo Coelho, q os intelectuais condenam, fez pegarem gosto por livros? Hoje leio vários outros autores, mas comecei por ele…e o importate acho eu, é isso…começar!

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