(Resenha) O doador

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Autora: Lois Lowry

Editora: Arqueiro

Páginas: 192

Lançamento: 2009

ISBN: 9788599296448

Sinopse: Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.

Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.

Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

Seria errado dizer que peguei esse livro despretensiosamente. Quem viu o meu vídeo de últimas leituras (se ainda não viu, é só clicar aqui) sabe que eu estou com uma meta literária diferente para esse resto de ano: pretendo ler algumas trilogias que estão aqui faz tempo, incluindo leituras variadas em intervalos.

Eu já comecei a fazer isso, mas foi só ver esse trailer na internet que tudo mudou:

Você acha mesmo que, depois que eu vi que essa história era baseada em um livro, eu não ia ler? Corri para a biblioteca municipal e – ufa! – eles tinham um exemplar. O livro é bem pequeno, então li em um dia. Além do tamanho do livro, a narrativa é bem rápida e empolgante. Não digo que o livro é recheado de ação logo de cara, como aparentava ser no trailer. Não: o primeiro livro (note: são quatro livros, deles só o primeiro traduzido no Brasil) conta mais sobre essa sociedade, como ela é estruturada, quais são os seus costumes e, claro, as descobertas do Jonas. Então por empolgante eu quero dizer instigante.

Deixe-me explicar melhor: quando nós estamos lendo O Doador, há muita coisas que nós sabemos e que Jonas não sabe, e muita coisa que vamos descobrir junto com ele. A narrativa em terceira pessoa parece auxiliar nesse aspecto. Então são dois empurrões para a leitura ser rápida: quando sabemos o que está acontecendo, é como se quiséssemos dizer a Jonas: “É ASSIM QUE ISSO ACONTECE!”, “ISSO ESTÁ ERRADO!”, etc; e quando não sabemos de nada, levamos o mesmo susto que ele ao descobrir. E vocês não fazem ideia de como eu adoro levar esses sustos! Hahahaha. Para mim, é a prova que o autor sabe escrever bem a ponto de nos enganar.

O que eu gosto mais em distopias não é especificamente a ação. Lógico, é algo que faz parte e que eu gosto sim, mas não é o principal para mim. Na verdade, o que me deixa ávida por ler mais é entender o mundo do livro/filme/o que seja. Em O Doador, a sociedade é perfeita e cheia de defeitos ao mesmo tempo. E, como em toda distopia, sempre existe uma escapatória para isso. E aqui, essa escapatória é algo que muito nos agrada… Bem, você terá que ler para saber!

O filme parece juntar algumas partes dos outros livros, já que percebi que, no trailer, há coisas a mais do que no livro. Infelizmente, os outros três livros não foram publicados aqui. Os títulos são: Gathering Blue (#2), Messenger (#3) e Son (#4).

Essas capas não são lindas? *-*

Essas capas não são lindas? *-*

Lendo O Doador, pude notar algumas coisas. Não sei se foi essa a intenção da autora, mas achei coisas parecidas com as que aparecem no livro Farenheit 451, de Ray Bradbury. Além disso, acredito que a Veronica Roth pode ter tirado algumas ideias d’O Doador também! Em Divergente, as pessoas deixam seus lares e vão para suas novas facções se assim desejarem. Em O Doador, os adolescentes tem funções designadas, como trabalhos, aos quais deverão seguir pelo resto da vida. Se você desrespeita as regras ou algo do tipo, é descartado da sociedade. Isso é algo comum nos dois livros. Coincidência ou não, isso me chamou a atenção. Também gostaria de citar que o filme Equilibrium apresenta algumas semelhanças, também.

Nunca imaginei que um livro assim me surpreenderia tanto. É um livro que, se eu olhasse em alguma estante, não me chamaria atenção pela capa. Bom, tá aí a prova viva de que não devemos julgar um livro pela capa!

Espero ansiosamente pelos próximos livros. É uma série (ou início dela) que me pegou de jeito, ganhou lugar no meu coração e, com certeza, entrou para as melhores leituras do ano!

Beijos e até a próxima,

Mari

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4 comentários sobre “(Resenha) O doador

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