Bienal do livro: realização de um sonho

montagem

Eu já tinha ido à Bienal do Livro de São Paulo algumas vezes. Esse ano, foi a primeira vez que fui como blogueira/vlogueira. Desde o comecinho do ano, vejo gente organizando essa viagem, gente do país inteiro, que são muito amigos e queridos. Eu não tinha certeza se ia, deu muito rolo até, enfim, eu ter certeza absoluta que iria no dia 24/08.

A ansiedade rolou solta entre todos nós. Eu passei a semana passada inteira tendo mini ataques, pensando em abraçar todos esses amigos FOFOS e que eu aprendi a amar de todo o coração. Eu mal podia esperar.

Então chegou o dia. Madruguei de verdade, super animada, ao som de Happy, porque era digno, né? Confesso que eu estava com um pouquinho de medo. Sabe quando tudo parece bom demais pra ser real? Eu temia não encontrar todos, temia que eles não gostassem de mim, temia realmente acordar de um sonho. Era exatamente assim que eu me sentia: sonhando acordada.

O caminho até SP parecia não ter fim. Fui até lá com o coração a mil, descontando a ansiedade no namorado, que teve que aguentar cada pequeno chilique (aliás, brigada mô <3). E foi chegando pertinho do Anhembi, minha garganta fechou, lágrimas vieram. Meus amigos estariam ali!

Depois de muuuita fila, entrei na Bienal. Devagar fui começando acreditar que aquilo era real.

Até que, enfim, encontrei todos eles: meus amigos tão lindos, talentosos e que têm os melhores abraços e sorrisos do mundo! Minha felicidade não cabia em mim. Era realmente a realização de um sonho que eu trazia comigo desde o primeiro momento que conversei com eles pela internet. Nos abraçamos como se não houvesse amanhã, não havia ninguém com cara amarrada. Era um dia feliz para todos. Livros? O de menos naquele dia. Defino a nossa ida a Bienal como amizade. As duas únicas partes tristes eram que algumas pessoas não puderam comparecer e… bem, alguma hora todo mundo ia se despedir.

Depois do nosso encontro de vlogueiros promovido pela Editora Leya, chegou a hora de ir embora. E a coragem de falar tchau? Eu nem conseguia olhar na cara de ninguém. Dei um último abraço e saí quase e fininho pra ninguém ver que eu já estava a ponto de chorar.

Eu queria ter feito uma homenagem, qualquer coisa, para mostrar a felicidade que eu compartilhei com eles. Mas nenhum texto, por mais bonito que seja, vai chegar aos pés do que eu senti. Posso querer ser uma escritora, mas às vezes o sentimento é tão pleno que foge da minha compreensão. Foi simplesmente insano. Agora tá cada um num canto, se remoendo de saudade, esperando pra ver todo mundo de novo. O mesmo sentimento que antes era felicidade, se tornou tristeza e honra na mesma proporção.

Eu só queria agradecer a TODOS os que me fizeram tão feliz e aos que estão longe, mas que também amo profundamente. Parece estranho para quem nos vê de fora, imaginando que toda amizade é superficial por ter nascido na internet. Aos mesmos, só digo uma coisa: as pessoas especiais não são somente aquelas que estão ao nosso lado o tempo todo, mas também aquelas que fazem pequenos momentos valerem mais do que a pena.

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