Meu estilo literário

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Como não vai ter um vídeo (além daquele falando que eu vou na Bienal <3) essa semana, decidi falar de um tema que surgiu na minha cabeça há um tempo: o meu estilo literário. Afinal, qual é meu estilo? Nem eu sei direito. Perguntei para algumas pessoas próximas a mim se elas conseguiriam definir e também não obtive resposta concreta. Eu até comentei com alguns vlogueiros: “ei, meu estilo é parecido com o seu!”; e logo depois eu comentava com outro vogueiro com um estilo diferente “nossa, acho que temos estilos parecidos”. Aí eu percebi a divergência da coisa, entende?

Acho legal falar isso pra vocês porque todo blog/canal atrai um público dependendo do estilo de leitura. Eu, que não tenho um estilo muito fixo, tenho medo de não atrair público nenhum! Hahaha. Brincadeira, sei que tem algumas pessoas que assistem meus vídeos e gostam, mas acho legal falar de qualquer jeito.

Indo ao que interessa: de forma geral, acho que eu oscilo entre romances BEM ESCRITOS (porque de muito mimimi eu não gosto) e aventura (aqui entra distopia, fantasia etc.). Mas, sinceramente, não sei falar de qual mais gosto. Eu não tenho muitos livros de aventura (a maioria que quero são caros) e não gosto muito de ler e-book nesse estilo, ao contrário do romance, que não me importo de ler num leitor digital e que, geralmente, é mais barato.

Vocês devem perceber que sempre depois que eu leio um livro de aventura, eu alterno com um romance. É de praxe eu fazer isso, virou costume. Não consigo ler o mesmo estilo por muito tempo, então faço o seguinte: pego uma aventura, que geralmente demoro mais pra ler, depois alterno com vários romancinhos, que leio em poucos dias. Assim fica equilibrado!

Além disso, sou muito de fases, viu? Tem hora que me dá a louca e eu leio tudo quanto é distopia. Aí eu canso e troco, voltando pro romance. Claro que isso muda, às vezes: nada me impede de pegar um livro mais clássico ou infantil, por exemplo. Gosto de ler de tudo um pouco.

Mas falando dos que eu mais leio: acho que dois livros que mostram bem o meu estilo são os meus dois favoritos: Vaclav & Lena e A Corrida de Escorpião. O primeiro é o típico romance que eu gosto: leve e profundo ao mesmo tempo. E o segundo é o tipo de aventura que eu amo: com uma mensagem bonita a passar e, de quebra, romance junto!

Esse é um post rapidinho, só pra dizer isso pra vocês mesmo. E também quero dizer que não acho que, tendo um estilo, a pessoa deve se limitar. Eu, por exemplo, leio um pouco de tudo, com foco nesses dois estilos que já citei. Quanto maior o repertório literário, melhor!

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“A difícil arte de se comunicar com quem vive on-line”

 

Começo esse post dizendo que achei a matéria principal da Veja (edição 2.373, ano 47) genial. A chamada da capa é: “Os superpoderes da leitura”. Protagonista da matéria: John Green. Já me senti atraída pela reportagem. Não especificamente por conta do autor, mas também pela abordagem que a Veja fez ao falar sobre a leitura e sua importância na vida dos jovens atuais (o que, claro, muito me interessa).

Mas te interessa por que, Mari? Bom, eu não sei se vocês sabem, mas uma vontade muito grande minha é ter a capacidade de mostrar pra todo mundo o quanto a leitura faz bem. Eu criei o blog justamente por isso. Sei que, comparada a outros blogueiros, minha área de contato é pequena. Mesmo assim, acredito que faço minha parte. E ver que uma revista de grande circulação abordou esse tema realmente me deixou feliz.

Há quem diga que o John Green é só mais um autorzinho best seller. Tá, gosto é gosto. Eu li “A culpa é das estrelas” e “Quem é você, Alasca?” e gostei bastante dos dois. Não foram os livros que mais gostei na vida toda, mas gostei.Para mim, o John Green tem ideias excelentes para o público jovem. Ele é um autor que entende esse público e direciona a ele temas mais “tensos”, por assim dizer. Explicando melhor: a maioria dos livros juvenis que li não tratam temas muito profundos. Geralmente é coisa de romancinho, etc. O novo autor preferido dos jovens do Brasil já não: ele mistura elementos interessantíssimos para quem sempre foi tratado como “pensante inferior”. Por essas e outras, o John Green tem todo o meu respeito e admiração.

Agora vem a parte que todo mundo lincha. “Ai, quanto mimimi em volta de um livro, vai ler outra coisa mais interessante!”. Ok, você pode achar mimimi demais pra “pouca coisa”, mas acho que a “modinha do okay-okay” não deve ser desvalorizada ou menosprezada como aconteceu na época do Crepúsculo, o livro que fez MUITA gente descer lenha. Gente, para e pensa: uma pessoa que está começando a ler por causa do John Green (ou qualquer outro autor) NÃO PODE SER MENOSPREZADA OU RIDICULARIZADA! É um novo leitor nascendo. Eu sempre defendo isso, acho que vocês vão cansar de me ver falar isso.

Tá todo mundo cansado de saber que leitura faz bem. A reportagem da Veja retrata muito bem isso, dando exemplos de alunos que se destacam por já terem lido bastante. Por isso, não é vergonha nenhuma começar por um livro best seller. Eu, que já sou leitora há muitos anos, adoro ler best seller. Posso contar nos dedos de uma mão as pessoas (que conheço) que começaram a ler a partir de um clássico e gostaram. Leitura é como um jogo de xadrez: primeiro você aprende os movimentos básicos, depois as estratégias e vai evoluindo sua jogada. É bem assim! Pode ser que você comece com John Green e termine em Tolstoi. Eu não estou nesse nível ainda, quero deixar bem claro.

Além disso, outro ponto a ser abordado é a dificuldade de introduzir a leitura onde a tecnologia impera. Já parou pra pensar como isso é difícil? Os dias passam e eu vejo que todos nós estamos dependendo da tecnologia cada vez mais. Ninguém é exceção. É uma coisa que faz falta, dado que aprendemos a conviver com ela. Os adolescentes é quem mais se embrenham nesse mundo, aprendem a usar celulares em segundos, mandam mensagens o dia todo… Não estou criticando, até porque eu também faço isso; mas sou a favor do uso das tradições, também. Por exemplo: fico incomodada ao extremo quando pergunto para alguém: “O que você mais gosta de fazer?” e a pessoa responde: “Ah, mexer no celular”. Acredite em mim, já ouvi isso mais de uma vez. Cadê a vontade de ver o mundo, gente?

Aí vêm os autores contemporâneos (a.k.a. best sellers) e atiçam a curiosidade dos adolescentes, fazendo com que eles sintam vontade de ler. John Green não é o único! Rick Riordan, Paula Pimenta, Thalita Rebouças, até mesmo a (minha linda) J.K. Rowling, que nunca sai da moda! Eles vêm em peso e talento. Talento duplo, eu diria: de escrever bem e de trazer as tradições de volta na vida de tantos jovens!

Com esse post só quero dizer o seguinte: mais uma vez, venho defender que todos têm o direito de ler o que quiserem e gostarem. O mundo literário não deveria ter preconceitos. Somos todos unidos por um propósito: a leitura. Todos sabemos como ela é boa. Por que, então, tirar a sementinha recém plantada (da leitura) da alma de alguém?

Mari

Livros atuais e suas críticas

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Quando adentrei no mundo literário, na blogosfera e na vlogosfera, eu sabia que estava entrando num território no qual eu me encaixaria, mas que seria cheio de reflexões e pensamentos diferentes. De certo modo, até gosto disso. Faz com que minha mente sempre fique em exercício, bolando minhas próprias ideias. Assim como todo mundo, tenho meu direito de ter minha própria opinião.

E hoje vim inaugurar a nova categoria do blog (denominada “Reflexões”) com esse tema: “Livros atuais e suas críticas”. Como eu já disse, sempre estou em contato com pessoas que leem muito, algumas até que são formadas na área da literatura. E, claro, sou muito curiosa e vivo perguntando coisas e debatendo com essas pessoas.

Eu comecei a entrar nesse mundo consideravelmente nova e hoje ele faz parte de onde vivo. É a minha atmosfera, por assim dizer. Estou sempre ouvindo coisas como: “Adorei o livro tal” ou “Detestei o livro tal”. Normal. Cada um leva a leitura de um jeito para si. Eu posso ter amado um livro que outra pessoa pode ter achado um livro mediano. Ate aí é completamente tolerável. Eu e meus colegas debatemos um pouco sobre o assunto e ponto, cada um fica na sua, gostando ou não do livro. Mas vou te contar: acho mesmo um absurdo quando uma pessoa menospreza a outra dizendo coisas como: “Esse livro não vai te levar a nada”, “Esse livro é um lixo”, “Eu hein, você chama isso de leitura?” e, para mim, o pior de todos: “Esses livros atuais não trazem nada de bom pra ninguém. Não levam à reflexão”. 

Quando eu ouço isso, fico possessa. A pessoa que me fala isso na verdade quer dizer que existe hierarquia literária. Em parte existe, sim; podemos colocar na balança a alta literatura e os livros mais fáceis de serem lidos. Mas eu acho que a coisa aqui devia ser mais comunista, sabe? Igualitária. Não estou comparando títulos e nem autores, veja bem. Estou dizendo que, nesse mundo literário, cada autor tem um público-alvo, e esses autores se respeitam, mesmo tendo estilos literários diferentes. E os que não respeitam os outros… bem, eu não tenho simpatia alguma.

Sou defensora ferrenha do não-julgamento ou não-depreciação de alguma coisa só porque nos achamos no direito de fazer isso. Dizer uma coisa dessas sobre um livro é quase como dizer: “Ei, pare de ler porque tudo o que você lê é idiota”. Sabemos que o brasileiro ainda lê pouco. Dizer isso é levar uma vontade a forca, é matar o desejo da leitura, arrancar a boa iniciativa pela raiz (ou como você quiser chamar).

Também defendo o seguinte: uma pessoa que nunca leu um livro na vida e quer começar tem uma chance mínima de ler Machado de Assis logo de cara e gostar. Isso é extremamente raro. Uma pessoa que nunca leu e me diz: “Mari, quero começar a ler. Que livro você me indica?”, certamente vai ouvir de mim: “Comece com algo que você gosta. Que tipo de filme te agrada mais? Romance, aventura? Ó, então pega esse aqui: Diário de uma paixão. Acho que você vai gostar”.

Leitura é uma coisa gradativa! Não adianta chegar forçando a barra, dando um livro super profundo de significado pra uma pessoa que nunca leu nada. Primeiro porque a pessoa pode nem entender o significado tão profundo por não ter tanta experiência literária, e segundo porque ela simplesmente vai odiar a narrativa tão rebuscada e abandonar de vez os livros. Que triste seria, não?

Eu falo isso porque comigo foi assim. Eu sempre li muito, desde pequena, mas o primeiro livro “grande” que eu peguei para ler foi Crepúsculo. Na época eu amei o livro, hoje vejo que existem melhores. Eu lembro até hoje que, quando eu estava lendo Lua Nova no intervalo da minha escola, dentro da biblioteca, chegou uma menina bem mais velha que eu, grandalhona, que se achava a tal, e me disse: “Credo, você chama ISSO de livro?”. Pois é. Fiquei bem chateada com isso, mas não desisti de ler. Na minha escola, vejo muitas meninas mais novas lendo Meg Cabot. Faço questão de dizer que o livro é super legal e que elas vão se divertir com a leitura. Eu também já li muito Meg Cabot, hoje nem tanto. Meu nível de leitura atual já pede uma coisa um pouquinho mais densa, mas isso não quer dizer que eu tenha o direito de tirar a felicidade de alguém só pelo prazer de dizer que eu leio algo (supostamente) melhor.

Ok, agora vamos direto ao ponto: como assim livros atuais não trazem reflexão? Eu ainda me encaixo na categoria “Literatura Juvenil”, se você levar em consideração que tenho dezessete anos. E sim, acho que as distopias de hoje acrescentaram MUITO na minha vida, assim como Harry Potter acrescentou há alguns anos. Não só as distopias: os livros do John Green, por exemplo, também. É uma lista de livros tão grande que nem cabe aqui. Da mesma forma que leio autores contemporâneos, eu também li títulos de outros autores mais antigos com carga mais pesada, como Machado e Graciliano Ramos. Dizer que uma coisa é melhor que a outra tá bem fora de moda, hein? Por favor, estamos no século XXI! Quem é melhor que quem? Negros ou brancos? J.K. Rowling ou Agatha Christie?

Para mim, tudo isso não passa de uma guerrinha besta de pessoas querendo ser superiores. Preconceito me deixa irritadíssima, seja de qualquer ideologia: cor, sexo, religião e, por que não?, literatura. Livros são livros. Leia sem moderação. Ah, e sem se importar com aquela pessoa que, mesmo tendo lido esse post, continua dizendo que tal livro é melhor que o seu.

Mariana