(Resenha) Picta Mundi

PICTA_MUNDI_1407109224B

 

Autora: Gleice Couto

Editora: publicação independente

Páginas: 283

Lançamento: 2014

ISBN: 9788591805501

Sinopse: A vida da jovem Letícia virou de cabeça pra baixo após a morte de Raul, seu pai. Até mesmo o colégio onde estuda, o renomado Dippel – um reduto de jovens prodígios, perdeu a pouca graça que tinha. Mas as coisas começam a mudar quando descobre que o desaparecimento de Felipe, o aluno mais promissor do colégio, e a morte de Raul poderiam estar interligados. Daniel, irmão de Felipe, afirma que Raul pode estar vivo, mas, assim como seu irmão, preso em um mundo paralelo dentro de quadros, Picta Mundi. Ao que tudo indica, porém, Raul desaparecera ao procurar os objetos mágicos que os libertariam daquele universo. Agora, somente Letícia pode ajudá-los. Para isso, terá que entrar em Picta Mundi e, junto com Felipe, procurar por seu pai e reunir os itens mágicos. A tarefa não será nada fácil. Em meio a várias aventuras em quadros que retratam momentos da história do Brasil, como os bailes de máscara do início do século XX ou uma aldeia de índios tupinambás no século XVI, eles terão seus conhecimentos e coragem testados em enigmas, passagens secretas, e confrontos com seres perigosos, liderados pelo maligno Donato, que também está atrás dos itens mágicos, mas com o objetivo de usá-los para o mal: dominar Picta Mundi.

Picta Mundi é uma história que me deixou bastante nostálgica. Isso aconteceu porque o livro me lembrou dos livros que eu lia quando era mais nova, quando tinha meus oito anos. Sabe aqueles livros de mistério, tipo aqueles da coleção Vagalume? Então, PM segue esse estilo, mas voltado para um público um pouquinho mais velho.

Esse é o livro de estreia da nossa tia Gleice e eu devo dizer que nem parece um livro de estreia, no fim das contas. Isso porque ele é muito bem escrito, com enredo muito bem amarradinho. É isso que eu noto quando leio um primeiro livro de um autor e a Gleice não deixou nem um pouquinho a desejar nesse aspecto.

Acho que o que mais tenho a elogiar são os personagens. A Letícia, o Felipe, o Raul, o Donato… Todos os personagens são muito bem caracterizados, sem ter exagero na descrição deles. Nós acabamos por conhecê-los por suas atitudes, modo de falar e tudo isso. Mais um ponto positivo pro livro!

A trama não é nada complicada. Por ser um livro voltado ao público infanto-juvenil, é bem fácil de ser lido, com narrativa bem fluida. As ações acontecem nos momentos certos e os enigmas são incrivelmente bem pensados. Quem gosta de resolver mistérios e desafios vai gostar muito da história!

Eu realmente não tenho o que reclamar da história. É um ótimo livro de estreia e inclusive um bom presente de Natal para um jovem leitor :). Fica a dica!

(Resenha) O cão que guarda as estrelas, Takashi Murakami

10406754_759550887457684_3098041950537830404_n

Autor: Takashi Murakami

Editora: JBC

Páginas: 124

Lançamento: 2008

ISBN: 9788577879045

Sinopse: Acompanhe a emocionante aventura de um homem que, sem emprego, abandonado pela esposa e diagnosticado com uma grave doença, parte – acompanhado somente de seu cachorro – em uma viagem pela costa em direção ao interior do Japão e de um lugar que ambos passam chamar de “lar”. Escrito por Takashi Murakami e publicado originalmente em 2008, “O cão que guarda as estrelas” é um romance único, numa narrativa simples e profunda que revela traços de uma grande amizade, companheirismo e solidão.

Eu já estava querendo ler mangás há algum tempo, mas sempre tive dificuldade em achar alguma história que me interessasse de verdade. Foi aí que o Thiago (beijo, Thi!) me deu esse de presente. Nem preciso falar que, logo que vi a capa, morri de amores, né? Eu já vi alguns amigos meus se interessando por esse mangá, mas nunca dei muita bola, pensando que “ia ser mais um do qual eu não ia gostar”.

Mordi a língua, claro. “O cão que guarda as estrelas” é um volume único (ponto positivo, para mim) e eu li em meia hora. Não posso dizer que a história é leve no sentido de bem humorada e coisas assim, mas é muito fácil de ser lido, mesmo trazendo um tema bastante profundo. Ele fala sobre aproveitar a vida e que isso não implica, necessariamente, possuir muitas coisas. Aproveitar depende dos sentimentos que vêm do coração da pessoa. E isso é incrível!

Quanto à arte do mangá: linda! Os traços são limpos e os “closes” do Happy (esse cachorrinho fofo da capa) são a coisa mais linda. Sério, às vezes eu me emocionava com uma parte que nem tinha dialogo, e sim uma imagem do cãozinho.

O mangá, quase todo, narra a história de Happy com o seu dono. O Happy não fala, mas os pensamentos dele estão presentes o tempo todo. O dono parece falar sozinho, mas com o tempo eles começam a se entender. É difícil de explicar, mas imagine que o dono começa a “ler os pensamentos” do animalzinho. É quase isso, mas na verdade a convivência dos dois torna essa ligação possível.

O crescimento dos personagens é muito bem construído. Não quero falar muito sobre isso porque seria um spoiler, eu acho. Mas vale dizer que o autor se atentou a cada detalhe para fazer uma obra de tal magnitude.

Como leiga em mangás que sou, acho que estou começando a formar uma identidade para começar a ler esse tipo de história em quadrinhos. Eu adorei “O cão que guarda as estrelas”, sem mais. Thi, eu sei que sua vontade era me fazer gostar de mangás… Você cumpriu muito bem a sua missão, viu? 🙂

(Resenha) Dragões de Éter #3, Círculos de chuva

7449634_3GG

Autor: Raphael Draccon

Editora: Leya

Páginas: 534

Lançamento: 2010

ISBN: 9788562936340

Sinopse: Nova Éter é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo Rei e vive a esperada Era Nova. Coisas estranhas, entretanto, nunca param de acontecer… Dois irmãos sobreviventes a uma ligação com antigos laços de magia negra descobrem que laços dessa natureza não se rompem tão facilmente e cobram partes da alma COMOpreço.

Uma sociedade secreta renascida com um exército de órfãos resolve seguir em frente em um plano com tudo para dar errado em BUSCA do maior tesouro já enterrado, sem saber o quanto isso pode mudar a humanidade. O último príncipe de Arzallum viaja para um casamento forçado em uma terra que ele nem mesmo sabe se é possível existir, disposto a realizar um feito que ele não sabe se é possível realizar. Uma adolescente desperta em iniciações espirituais descobre-se uma mediadora com forças além do imaginário. E um menino de cinco anos escala uma maldita árvore que o leva aos Reinos Superiores, ferindo tratados políticos, e dando início à Primeira Guerra Mundial de Nova Éter.

 

Finalmente consegui terminar a série DDE. Devo dizer que foi uma experiência incrível, que me deu uma vontade boa de ler fantasia de novo.

O último livro da série é, obviamente, decisivo. Algo muito grande está prestes a acontecer em Nova Ether, algo que envolverá o universo todo do livro. Lendo Círculos de Chuva, você vai se deparar com muito mais ação do que nos outros dois livros. Isso significa, também, que não achei nenhuma quote muito significativa para colocar meu post-it. Os outros livros são um pouco mais reflexivos, enquanto esse tem muito mais acontecimentos.

Devo dizer, no entanto, que esse foi o livro que menos gostei da série. Não sei uma nota baixa para ele no skoob, mas o meu preferido ainda é o Corações de Neve. O que eu não gostei no #3 livro foi a descrição das batalhas. Eu me perdi em vários pontos da história, tive que voltar para ler em algumas partes para entender o que estava acontecendo e mesmo assim não entendi. O autor, infelizmente, acabou se estendendo demais nessa parte. Alguns capítulos ficaram gigantes, tanto que eu até pulei alguns deles e isso não comprometeu a leitura, de modo que acabei dando algumas passagens como desnecessárias para a trama.

Outra coisa que não gostei foi o desfecho da história. O destino de vários personagens me deixou desanimada. Não foi um final clichê, então algumas pessoas podem amar o jeito como a história acabou. Mas vocês me conhecem, né? Não resisto a um clichê, de vez em quando!

***SPOILER***

O que realmente salvou o livro para mim, um fato que gostei bastante, foi a presença do personagem Petter Pendragon – vulgo Peter Pan. Achei genial a construção do personagem e, como amo o clássico de J. M. Barrie, acabei me apaixonando também pela versão do Draccon. Não pretendo contar tudo o que o personagem passa aqui, mas devo dizer que adorei do fundo do meu coração. As partes do Petter eram as que eu mais gostava de ler!

***FIM DO SPOILER***

Então essa é a minha impressão sobre o livro. Mesmo não tendo gostado tanto do final, eu adorei essa série. Como já comentei em algum lugar, é uma série perfeita para quem gosta de fantasia, aventura e Disney (mesmo que o autor tenha modificado muito a história dos personagens, a ponto de não serem nem um pouco parecidos com a Disney. Faz sentido?).

Espero que vocês leiam Dragões de Éter tanto quanto eu! ❤

(Resenha) Entre o agora e o sempre

ENTRE_O_AGORA_E_O_SEMPRE_1391433203P

Autora: J. A. Redmerski

Editora: Objetiva

Páginas: 304

Lançamento: 2014

ISBN: 9788581052151

Sinopse: Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade… até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma – e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto… Com entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores. 

Já que eu amei o primeiro livro dessa duologia (Entre o agora e o nunca), tive que ler o segundo, mesmo com tanta gente falando que Entre o agora e o sempre não seguia o ritmo de leitura do primeiro.

Eu explico porquê todo mundo diz isso: porque o segundo livro se torna um pouco mais sério e maduro do que o primeiro. Terminada a “road trip”, Camryn e Andrew estão fadados a se fixar em algum lugar do mapa, ainda mais porque está grávida! No começo é tudo só alegria e pouca preocupação, mas as coisas começam a ficar sérias.

É incrível o crescimento do Andrew nesse livro. Ele não é mais o bad boy irresponsável, apesar de sempre ter isso na veia e não negar essa sua origem. Mas ele acaba se preocupando mais com Camryn. Isso causa certo estranhamento, já que no primeiro livro ele era super bad ass. Por um lado achei isso bom, por outro ruim. Ora, é só pensar um pouco: na realidade, qualquer cara que está prestes a ser pai tem que se tornar um pouco mais responsável, né? Ele se preocupa com a saúde da Cam e do bebê, isso só mostra que além de tudo, ele é humano. Mas sim, tem a parte ruim que nos deixa com saudade da autenticidade dele e daquele ar de “dane-se o mundo”.

Enfim, essa foi a única parte chatinha pra mim. Ao longo da história, é possível notar que o amor ainda prevalece entre o casal, não importa qual é a circunstância envolvida. E isso é lindo! ❤ Dei uma nota um tantinho menor no skoob, mas isso só aconteceu porque esse livro realmente não me deu aquela sensação de que eu precisava ler tudo desesperadamente. O casal está mais tranquilo, assim como a leitura.

Mas não se assuste com isso! Ainda é possível achar aquela raiz de rebeldia, presente em muitas partes do livro. Se você, como eu, amou o primeiro livro, certamente vai gostar do segundo! Não deixa de ler, não, tá?

(Resenha) Entre o agora e o nunca

Capa Entre o agora e o nunca.indd

Autora: J. A. Redmerski

Editora: Objetiva

Páginas: 368

Lançamento: 2013

ISBN: 9788581051406

Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre o agora e o nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

Nunca imaginei que eu pudesse gostar tanto desse livro. Li Belo Desastre e não gostei taaaanto assim (mas estou lendo Desastre Iminente e estou gostando bastante. ENFIM, VOLTANDO), então fiquei algum tempo com um pé atrás quando se tratava de New Adult. Mordi minha língua depois que li Entre o agora e o nunca.

Camryn está em depressão e tudo o que precisa é de colo e um “sacode” pra acordar pra vida. Ela recebe isso tudo de Andrew, que também precisa de colo para deixar de ser tão “casca grossa”. Tá aí o que faz o casal perfeito: um precisa do outro. E o melhor disso tudo é que o romance nunca chega a enjoar. Os dois são super pé no chão, mesmo que cometam loucuras (altamente necessárias para a história).

Ainda falando dos personagens: achei a caracterização de ambos muito boa. Em nenhum momento a autora se esqueceu a essência dos dois, por mais que tenha ocorrido uma boa evolução deles ao longo da história. É importante dizer que a autora soube descrever a depressão da Camryin MUITO BEM. Eu já estive em contato com pessoas em depressão e sei como a doença se apresenta. Nisso a autora não deixou a desejar de forma alguma.

O livro tem conteúdo sexual, por isso não é um livro “leve e divertido”, como sempre falo aqui. Não recomendo pra qualquer idade, não! O livro é realmente cheio de palavrões e coisas que não estamos acostumados a ler normalmente. Isso me assustou no começo, mas acaba se tornando comum ao longo da narrativa. Ouvi uma booktuber (não lembro quem, agora) dizendo que isso traz a leitura mais próxima da realidade, e faz todo o sentido!

Como vocês bem sabem, gosto de romances que saem um pouco do clichê. Em Entre o agora e o nunca, vi uma história de superação dos personagens e de crescimento pessoal em virtude um do outro. Isso é incrível! A autora soube escrever isso muito bem. Sem dúvidas, tornou-se um favorito do ano!

(Resenha) Lembra de mim?

LEMBRA_DE_MIM__1242408879P

 

Autora: Sophie Kinsella

Editora: Record

Páginas: 419

Lançamento: 2009

ISBN:  8501081671

Sinopse: Lexi desperta em um leito de hospital após um acidente de carro, pensando que está em 2004, que tem 25 anos, uma aparência desleixada e um namoro desastroso. Mas, para sua surpresa, ela descobre que está em 2007, tem 28 anos, é chefe de seu departamento e sua aparência está impecável. E ainda é casada com um lindo milionário! Ela não pode acreditar na sorte que teve. Mas conforme ela descobre mais sobre a nova Lexi, nota problemas graves em sua vida perfeita. E, para completar, uma revelação bombástica pode ser sua única esperança de recuperar a memória.

Eu sempre tentei ler chick-lits e não obtive muito sucesso. Eram sempre livros cheios de indecisão feminina e isso nunca me agrada. Ao mesmo tempo, sempre ouvi falar muito bem da Sophie Kinsella, mas sabendo que ela era autora desse gênero, nunca fui atrás. Aí, num belo dia, a Iza Lopes do blog Brincando de Escritora falou do livro “Lembra de mim?” no canal dela. Achei a sinopse muito doida e engraçada, então tomei coragem e encarei essas 419 páginas, que na verdade pareceram apenas 100. (Valeu pela dica, Iza!).

O que encontramos aqui é o oposto completo dos chick-lits que eu já havia lido: a Lexi é extremamente engraçada e só mostra insegurança por um motivo MAIS do que justo: ela perdeu a memória de alguns anos, então dou completa razão por, às vezes, ela não saber em quem confiar. Morri de rir diversas vezes com a personagem, fico imaginando todas essas cenas num filme!

O livro é narrado em primeira pessoa, o que faz total sentido. Afinal, uma personagem passando por um problema desse merece sua opinião sobre tudo em tempo integral. A Lexi não é uma personagem bobona, pelo contrário: é bem forte, mas não do tipo “mulher perfeita”; ela é uma mulher forte, engraçada e com falhas, como qualquer ser humano! Ponto positivo para isso!

O romance no livro não é nadinha forçado. O foco da história é muito mais da Lexi tentando descobrir quem ela foi nesses anos que se passaram. É mais sobre entender a sua nova personalidade. E o romance é do tipo que eu gosto: o que se constrói com coisas bem simples e que é cheio de metáforas. Tem um triângulo amoroso e dessa vez eu realmente fiquei em dúvida em alguns momentos sobre quem ia acabar com a Lexi, apesar de sempre ter torcido para um só, desde o começo.

É um livro sem muita reflexão, de fato (não que isso seja ruim, de forma alguma!), mas eu amei cada página e me diverti muito lendo. Virei fã da Sophie Kinsella e já estou de olho em mais alguns livros dela. A autora sabe ser bem humorada na medida certa, a história é fácil de entender e completamente envolvente. Mesmo que 419 pareça muito, você consegue acabar o livro muito rápido!

Não encontrei pontos negativos durante a leitura. Quando acabou, ainda fiquei com um gostinho de “quero mais”. Com certeza foi um livro que me surpreendeu e que está entre os melhores de 2014 no meu ranking! Se você gosta de dar boas risadas, esse é o livro pra você!

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Matilda

matilda

 

Autor: Roald Dahl

Editora: Martins Fontes

Páginas: 260

Lançamento original: 1988

ISBN: 9788578272418

Sinopse: Todos os dias Matilda passava horas na Biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais passavam o tempo todo vendo televisão, e achavam muito estranho a menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas.

Antes que alguém me pergunte: não, eu nunca assisti o filme inteiro da Matilda [insira uma cara de perplexidade aqui]. Na verdade, eu já tinha ouvido muito sobre a história, principalmente por conta de uma amiga minha que adora o filme. Vi alguns pedaços pela televisão, mas nunca parei para assistir inteiro.

Andando pela biblioteca na parte dos infanto-juvenis, encontrei o livro. Eu nem sabia que Matilda era um livro! Só pra sanar a curiosidade, decidi pegar para ler. E, adivinha? Eu adorei!

Quem viu o filme deve saber que todo bom leitor se identifica com a Matilda. Ao ler a sinopse, isso aconteceu comigo também. Mas eu senti falta das leituras da menina ao longo do livro. A ênfase no fato de que ela lê muito é só do início até a metade do livro, depois acaba se tornando um mero detalhe. Acho que isso poderia ter sido melhor abordado. Mesmo assim, isso foi só um pequeno problema durante a leitura!

A leitura em terceira pessoa é super fácil de acompanhar. É um clássico já um pouquinho antigo, mas a linguagem não é nada carregada. Aliás, é isso que me deu um certo “gás” pra ler bem rapidinho. Além disso, a edição que eu tinha comigo era ilustrada, sendo a maioria dos desenhos de uma página inteira. Isso só torna a leitura ainda mais rápida. Além disso, a narrativa do autor é muito gostosa de ler e, em alguns momentos, me lembrou a minha infância.

Matilda, um livro tão apreciado no mundo todo, já virou até adaptação na Broadway, além de cinematográfica. Vou deixar os vídeos aqui para vocês assistirem! Detalhe: a Matilda do musical bate muito mais com a personagem que eu tinha na minha cabeça.

 

 

Matilda é um livro encantador, ideal para as crianças que querem começar a ler, assim como a protagonista dessa história tão fofa!

 

Beijos e até a próxima,

 

Mari