(Resenha) Matilda

matilda

 

Autor: Roald Dahl

Editora: Martins Fontes

Páginas: 260

Lançamento original: 1988

ISBN: 9788578272418

Sinopse: Todos os dias Matilda passava horas na Biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais passavam o tempo todo vendo televisão, e achavam muito estranho a menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas.

Antes que alguém me pergunte: não, eu nunca assisti o filme inteiro da Matilda [insira uma cara de perplexidade aqui]. Na verdade, eu já tinha ouvido muito sobre a história, principalmente por conta de uma amiga minha que adora o filme. Vi alguns pedaços pela televisão, mas nunca parei para assistir inteiro.

Andando pela biblioteca na parte dos infanto-juvenis, encontrei o livro. Eu nem sabia que Matilda era um livro! Só pra sanar a curiosidade, decidi pegar para ler. E, adivinha? Eu adorei!

Quem viu o filme deve saber que todo bom leitor se identifica com a Matilda. Ao ler a sinopse, isso aconteceu comigo também. Mas eu senti falta das leituras da menina ao longo do livro. A ênfase no fato de que ela lê muito é só do início até a metade do livro, depois acaba se tornando um mero detalhe. Acho que isso poderia ter sido melhor abordado. Mesmo assim, isso foi só um pequeno problema durante a leitura!

A leitura em terceira pessoa é super fácil de acompanhar. É um clássico já um pouquinho antigo, mas a linguagem não é nada carregada. Aliás, é isso que me deu um certo “gás” pra ler bem rapidinho. Além disso, a edição que eu tinha comigo era ilustrada, sendo a maioria dos desenhos de uma página inteira. Isso só torna a leitura ainda mais rápida. Além disso, a narrativa do autor é muito gostosa de ler e, em alguns momentos, me lembrou a minha infância.

Matilda, um livro tão apreciado no mundo todo, já virou até adaptação na Broadway, além de cinematográfica. Vou deixar os vídeos aqui para vocês assistirem! Detalhe: a Matilda do musical bate muito mais com a personagem que eu tinha na minha cabeça.

 

 

Matilda é um livro encantador, ideal para as crianças que querem começar a ler, assim como a protagonista dessa história tão fofa!

 

Beijos e até a próxima,

 

Mari

Anúncios

(Resenha) Contos da Seleção – O príncipe & O guarda

117268932SZ

 

*Esta resenha pode conter spoilers (para quem não leu os dois primeiros livros da trilogia)

 

Sinopse: Os dois contos que se passam no universo criado por Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção, agora estão disponíveis em edição impressa. Em “O Príncipe e O Guarda”, o leitor pode acompanhar de perto os pensamentos e emoções dos dois homens que lutam pelo amor de America Singer. Antes de America chegar ao palácio, já havia outra garota na vida do príncipe Maxon. O conto O príncipe não só proporciona um vislumbre das reflexões de Maxon nos dias que antecedem a Seleção, como também revela mais um pouco sobre a família real e as dinâmicas internas do palácio. Descobrimos como era a vida do príncipe antes da competição, suas expectativas e inseguranças, assim como suas primeiras impressões quando as trinta e cinco garotas chegam. Para America, a vida antes da Seleção também era muito diferente. A começar pelo fato de que ela estava completamente apaixonada por um garoto chamado Aspen Leger. Criado como um Seis, ele nunca imaginou que acabaria se tornando membro da guarda do palácio. Em O guarda, acompanhamos Aspen a partir do momento que o grupo de trinta e cinco garotas da Seleção é reduzido para a Elite, conhecemos sua rotina dentro das paredes da casa da família real — e as verdades sobre esse mundo que America nunca chegou a conhecer. Leitura indispensável para os fãs de A Seleção, esta antologia inclui, ainda, um final estendido do conto O Príncipe; conteúdos extras exclusivos, como uma entrevista com a autora e dados inéditos sobre os personagens; além dos três primeiros capítulos de A escolha, o aguardado desfecho da trilogia, que será lançado em maio de 2014.

ISBN: 9788565765329

 

O último livro da trilogia A Seleção já foi lançado; mas como eu não tenho ainda, fico chupando o dedo com os contos: O príncipe & O guarda.

Desde o primeiro livro eu sou Team Maxon, sem dúvida. Eu já tinha lido O príncipe quando a Editora Seguinte disponibilizou o e-book e eu não queria muito ler O guarda por motivos de não gostar do Aspen. Com insistência do meu amigo Allison, decidi ler e dar uma chance pro coitado do Aspen. Ainda não gosto tanto assim dele, mas já simpatizei um pouco mais.

Os dois contos são narrados em primeira pessoa, de modo que ficamos muito próximos aos pensamentos do Maxon e do Aspen. Achei isso bem legal, porque dá uma perspectiva bem diferente do ponto de vista da America. O Maxon relata um pouco da sua insegurança em relação a assumir o trono e ter que escolher uma esposa. Já o Aspen relata a aflição diante da possibilidade de perder America e sua vida como guarda do palácio.

A surpresa para mim nesse livro foi justamente o Aspen. Não por ele em si, mas sim pelo fato da sua narrativa mostrar os bastidores do palácio. O Maxon surpreende menos, já que é um príncipe e está claro que ele deve cumprir deveres, algo que ele diz durante todo o conto.

“O príncipe” conta a história um pouco antes das meninas chegarem ao palácio até o momento em que Maxon se torna amigo de America. “O guarda” conta a partir do momento do julgamento de Marlee até um pouco depois dos ataques rebeldes. Temos, portanto, a visão tanto do primeiro livro como do segundo.

Além dos contos, o livro traz também alguns extras: entrevista com Kiera Cass, três capítulos de A Escolha, a versão estendida de O príncipe e playlists de A Seleção e A Elite. Adorei a ideia da entrevista, achei muito interessante, bem como as playlists. Já deu pra imaginar que vou baixar todas as músicas, né?

Contos da Seleção é um livro recomendadíssimo para quem tem aquela sede de A Seleção. A narrativa da Kiera é muito gostosa de ler. Consegui ler o livro super rápido!

E se você não leu nenhum livro da trilogia, o que está esperando?

Beijos e até a próxima,

Mari

Resultado da mini maratona

No feriado da semana passada eu fiz uma pequena maratona literária (para saber mais, clique aqui). Sabe como é, pra tirar o atraso das leituras. Agora meu ritmo já voltou ao normal, graças a isso.

Vou fazer uma pequena resenha de cada um dos três livros que li. Também vou deixar o ISBN de cada um, para quem quiser saber mais dados, assim como a sinopse. É só colar o número do ISBN no google que você já acha tudo, ok?

Então, por ordem de leitura:

Eu amo New York – Lindsey Kelk

Eu amo New York_capa.ai

ISBN: 9788539505418

Opinião: uma leitura mediana. Do começo até o meio foi legal, do meio para o final eu já estava cansada de alguns aspectos, principalmente da indecisão da Angela, personagem principal. Não gostei muito da tradução para o português e não acho que o livro precisava de uma continuação. Sim, depois desse livro temos “Eu amo Holywood” e “Eu amo Paris”. Os títulos são atraentes, mas a Angela não me encantou o suficiente para que eu continuasse acompanhando sua jornada. Além disso, achei que não houve um final aberto para continuação. Não pretendo continuar lendo a trilogia tão cedo. O que realmente salvou o livro para mim foi o Alex, um carinha legal que a Angela conhece em NYC.

Nota: três estrelas.

Desventuras em série: Mau começo – Lemony Snickett

01-mau-comeco

ISBN: 9788535900941

Opinião: adorei o livro. Lemony Snickett trata a história dos irmãos Baudelaire com um humor ácido. A narrativa me conquistou, é muito cativante. A união dos irmãos foi algo que também me interessou. Por mais que Violet, Klaus e Sunny passem por maus bocados, consegui rir lendo. Quando você acha que tudo vai dar certo, dá errado. Esse, dos três livros, foi o que eu li mais rápido. Recomendo para o público mais jovem (a partir dos dez anos) e também para quem gosta de uma história bem humorada. A única coisa que me desagradou foi o mistério, que é bem previsível, mas acredito ter sido assim por se tratar de uma história infantojuvenil. Pretendo ler o resto da série.

Nota: quatro estrelas.

Ela foi até o fim – Meg Cabot

ELA_FO~1

ISBN: 9788501082671

Opinião: eu esperava mais desse livro. Fazia algum tempo que eu queria ler e acho que fui com sede demais ao pote. Esse é o primeiro livro adulto da Meg Cabot e eu já havia lido outro, de modo de acabei comparando as narrativas. Não consegui engolir a situação toda de “Ela foi até o fim”. O casal ficar perdido na neve? Muito Lagoa Azul, né? Mesmo assim, acho que os livros da autora são bem fáceis de ler, então li esse livro rápido, também. De qualquer forma, prefiro o outro livro adulto dela que li, chamado “Liberte meu coração”.

Nota: três estrelas.

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Para sempre

Para Sempre

 

Autores: Kim e Krickitt Carpenter

Editora: Novo Conceito

Páginas: 144

Lançamento: 2012

I.S.B.N.: 9788581630083

Sinopse: A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a “Krickitt” com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.

Ganhei o livro “Para sempre” da mãe de uma amiga, no meu aniversário. Já tinha visto algumas pessoas lendo, mas nunca me interessei de fato. Depois de ler Convergente (veja a minha resenha aqui), tive uma pequena ressaca literária. Uma das coisas que cura a minha ressaca é livro de romance, então, já que eu tinha esse por aqui, acabei lendo.

E o que eu te digo é: não se deixe enganar por essa capa a la Nicholas Sparks. Não que eu me incomode com capas assim, mas  algumas pessoas (ao me verem lendo “Para sempre”), olharam torto achando que era o tipo de romance dramático. Nada disso. A história não tem foco no romance, e sim na superação de um desafio e tanto na vida do casal Carpenter, que ficou internacionalmente famoso por conta de sua história.

O livro (que conta uma história verídica) é bem rapidinho e a história é basicamente o que é contado na sinopse. O narrador é o Kim, que conta o sofrimento de quase ter perdido sua esposa e de precisar ajudá-la a recuperar sua memória recente. Pense bem: eles se casaram há quatro meses e ambos sofrem um acidente de carro. Por conta disso, Krickitt acaba perdendo a memória e não se lembra do próprio marido! Fiquei pensando: mas o que vai acontecer? Ela vai se lembrar dele, afinal?

Bem, claramente não posso contar isso por motivos de spoiler, mas posso dizer que fiquei profundamente surpresa com o desfecho desse livro! Até surgiu uma lágrima teimosa querendo sair do meu olho. E nada de tristeza, gente: o final da história é muito bonito e feliz.

Outra coisa que achei muito interessante são os relatos de Kim sobre a fase de recuperação de Krickitt e de como a história deles se tornou tão famosa. Fiquei inclinada a saber mais sobre eles e, pesquisando, vi várias fotos do casal com seus filhos. Jornais americanos, na época, disputavam uma matéria com os dois, que tiveram sua vida virada de cabeça para baixo. Kim também não deixa de dizer o quanto ele e Krickitt acharam importante escrever um livro para passar para o mundo a mensagem que eles aprenderam: o amor supera qualquer coisa. O livro é uma narrativa, mas também não deixa de ser um relato. É como se você estivesse assistindo um documentário/filme, o que quer dizer que “Para sempre” é um romance real. Parece uma frase bem idiota nesse contexto, mas quando eu acabei o livro eu pensei: “Histórias de amor podem existir de verdade”. A única coisa para mim negativa no livro foram os capítulos muito grandes, o que me cansou um pouco no decorrer da leitura.

E é claro que uma história que comoveu o mundo não podia deixar de ser reproduzida nas telonas! Aliás, Kim também fala disso em seu livro (da adaptação de sua história para o cinema). O filme foi lançado em 2011, um ano antes da publicação do livro. Eu ainda não assisti o filme, mas vendo o trailer já achei muita coisa diferente do livro (vale dizer que até Kim diz em seu livro que houve adaptações da história real, mas que ficou muito feliz com o resultado do filme). Fica aqui o trailer para vocês:

Recomendo esse livro para todo mundo! Sério mesmo. A história de amor é incrível, além de apresentar uma grande lição de esperança, superação e fé. Por ser um livro pequeno (de 144 páginas), é bem fácil de ser lido. Quatro estrelinhas (e teria ganhado cinco, não fossem os capítulos grandes; mas leve em consideração as poucas páginas).

 

Beijos e boas leituras,

Mari

(Resenha) Convergente

imagem

 

Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 528

Lançamento: 2014

I.S.B.N: 9788579801860

Sinopse: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. O livro, que chega ao Brasil no momento em que Divergente estreia nos cinemas, alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do The New York Times e foi o título mais vendido pela gigante Amazon no segmento infantojuvenil em 2013.

Como vocês já sabem, eu li Divergente e simplesmente AMEI. Devorei a trilogia em pouquíssimo tempo e mal posso esperar pelo filme, que vai estrear no mês que vem aqui no Brasil! A série é fácil de ser lida e tem reflexões interessantíssimas, o que muito me agrada.  Em Convergente, além de mil acontecimentos inesperados, temos a presença de uma narrativa dupla! Tris escreve um capítulo e depois Tobias escreve outro. Posso dizer que adorei isso, já que eu adoro o Tobias. Mesmo assim, devo acrescentar que, dos três livros, o meu favorito ainda é o primeiro.

Se alguma palavra pode definir o que senti lendo Convergente, certamente é angústia. Não digo isso porque o livro é ruim, triste do começo ao fim. Nada disso. Acontece que recebi um spoiler MUITO GRANDE do final do livro quando eu ainda estava na metade. Mordi a língua e tentei acreditar que era um spoiler falso, mas não: ele se concretizou no final do livro. Nem preciso dizer que chorei pra caramba, né?

Bom, vou falar do começo e logo chego no final (prometo não dar spoilers do livro, mas se você ainda não leu nenhum dos dois anteriores recomendo que 1. LEIA A SÉRIE, POR FAVOR e 2. venha ler minha resenha depois!). Esse livro sofre uma reviravolta das grandes, tamanha que eu nunca teria imaginado as coisas que acontecem nele. Parte de mim acha que a Veronica Roth tomou esse rumo por não ter tido uma saída melhor, mas a grande parte acredita que ela esteve pensando no desfecho desde o começo. Confesso que não gostei muito desse rumo tomado, mas quem sou eu para reclamar? A série é boa mesmo assim. Sem querer comparar muito, mas lendo a trilogia Jogos Vorazes eu senti a mesma coisa em relação ao último livro. Sei lá, pode ser um tipo de aversão minha a últimos livros! A maioria dos blogueiros gostou de Convergente e de A Esperança.

E que você não me entenda mal, pupilo. Gostei do final da série, mas não tanto quanto esperava. Entendi o motivo pelo qual a Veronica (olha a intimidade) deu esse desfecho a série e gostaria muito de dizer a vocês o que achei do fim! Se você já leu, por favor comente! Quero compartilhar meus sentimentos com alguém e tô sem dinheiro para um psicólogo.

As tramas políticas voam muito além do esperado nesse livro, o que achei muito legal. É como na nossa vida real e sem facções: muitas vezes não conseguimos saber o que acontece no âmbito político, porque muita coisa nos é oculta. Essa sacada da Veronica foi demais! Digo que fiquei angustiada porque sofri bons bocados com a Tris durante a história: qual escolha deveria tomar? Em Convergente, as ideias das facções são postas em cheque: seja audaz, seja altruísta, seja inteligente, seja franco, seja gentil. Eu vi muitas especulações que eu mesma tinha feito no primeiro livro se concretizando no terceiro, até me bateu um orgulho. Se você assistir meu vídeo onde discuto sobre o primeiro livro, provavelmente terá uma noção do que digo. Clique aqui para acessar o meu canal. E um adendo: o romance tá tão legal nesse livro! Eu, como boa romântica que sou, achei que a Tris e o Tobias estavam muito mais maduros, apesar do Tobias ter me irritado um pouco em alguns momentos.

Agora a parte chata: eu não gostei do final. Gente, que triste! Chorei pra caramba, mesmo! E olha que eu não choro fácil lendo. Tá, vou ser sincera (olha a Franqueza batendo, aí): eu fiquei dividida entre gostar ou não. Sei que a escolha que a Tris fez foi muito sábia, digna de aplausos. O duro é aceitar isso. Sabe aquele tipo de escolha que machuca mas que, por mais que doa, devemos tomar? Então. Tia Veronica Roth ensinando as pessoas que a vida não é fácil.

Acabei dando três estrelinhas. Vou dizer por quê: uma estrela caiu pelo final, que me fez chorar (apesar de eu estar divida entre gostar ou não, como eu já disse. Importante frisar isso); outra estrelinha caiu porque tudo aconteceu rápido demais. Tive que voltar em algumas partes para entender algumas discussões. Conversando com algumas pessoas, cheguei a conclusão de que algumas coisas que aconteceram em Convergente poderiam ter acontecido em Insurgente, pelo menos uma menção maior do problema.

Não quero desmotivar ninguém a ler, longe disso. Esse livro só me deixou com cara de paisagem quando acabei. Quem me conhece sabe que eu fiquei uma semana inteira em choque. Prometi não dar spoilers, então não posso especificar muito o por quê de eu ter ficado chateada com Convergente. Acho que você terá que ler para descobrir e entrar para o clube dos fãs de Divergente!

P.S: se os livros anteriores tiveram frases boas, esse teve frases INCRÍVEIS! Fiz tantas marcações que até perdi a conta. Aqui vão algumas:

“De uma tirania para outra. Este é o nosso mundo agora”

“Parece que as rebeliões nunca terminam, na cidade, neste complexo, em todo lugar. Existem apenas intervalos e, tolos, chamamos esses breves períodos de paz”

“Ou talvez o perdão seja apenas o afastamento contínuo de lembranças amargas até que o tempo diminua a dor e a raiva, e o mal seja esquecido”

Resenha de Divergente

Resenha de Insurgente

Beijos e boa leitura!

Mari

(Resenha) O duque e eu

o-duque-e-eu

 

 

Autora: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 282

I.S.B.N: 9788580411461

Lançamento: 2013

Primeiro livro da série “Os Bridgertons”

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

A série “Os Bridgertons” virou febre entre minhas amigas (e até mesmo mães de amigas). Eu já tive uma boa dose de aventura esse ano e estava sentindo falta de um romance. Sem mais delongas, terminei de ler “A menina que semeava” (que terá resenha em breve no meu canal do youtube) e já peguei “O duque e eu”. A leitura é tão fluida e envolvente que me fez ler tudo em um dia.

O livro pode ter características de um romance de banca (daquele tipo água e sal), mas isso não quer dizer que a história seja de uma qualidade inferior. Julia Quinn mostra nesse primeiro livro da série a relação de Simon com seu fantasma do passado e seu desejo de vingança contra o temível pai. O duque nunca recebeu palavras carinhosas de alguém até que Daphne aparece em sua vida e quer lhe ensinar o real sentido de ter uma família amorosa. Fora isso, também é possível encontrar críticas sobre a sociedade londrina da época, que é quase uma personagem física no romance.

Sobre tudo, o romance do casal é do tipo perfeito (bem, quase perfeito) e confesso que me tirou sorrisos algumas vezes. “O duque e eu” é o tipo de livro em que temos certeza desde o início que o casal ficará junto, mas não sabemos como e nem quando. Críticos costumam chamar Julia Quinn de “nova Jane Austen” e eu tenho que concordar. O sarcasmo presente em Daphne me lembra muito o de Lizzie Bennet em “Orgulho e Preconceito”, cujo conteúdo é bastante semelhante ao de “O duque e eu”.

Cinco estrelas para esse livro por me fazer ler tão rápido e por me deixar apaixonada por Daphne e Simon. Não recomendo a todas as idades, mas acima de dezesseis ou dezessete anos é uma ótima escolha de leitura!

Já tenho o segundo livro da série (“O visconde que me amava”) e acho interessante dizer que é a história de Anthony, irmão de Daphne. A série é composta de oito livros, sendo todos os personagens principais da família Bridgerton. Mal posso esperar para começar o segundo!

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Insurgente

insurgente

 

Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

ISBN: 9788579801556

Páginas: 512

Lançamento: 2013

Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

A trilogia Divergente certamente é um vício. Desde o momento em que li a primeira página de Divergente (clique aqui para ler a resenha), não consigo pensar em outra coisa. Insurgente tem poucas páginas a mais que Divergente e eu li tudo em três dias. Para mim – que sou uma tartaruga para leitura – foi rápido até demais.

Insurgente não tem um foco tão grande nas personagens como foi em Divergente; dessa vez os holofotes estão nas revoluções, nas lutas pela destruição das facções e contra Jeanine, a líder má e fria da Erudição, que quer estudar e eliminar os Divergentes a todo custo.

Achei alguns defeitos em Insurgente que fizeram com que eu gostasse menos desse livro do que de Divergente: os fatos correram rápido demais, assim como as informações importantes que os personagens deveriam passar uns aos outros (não sei se isso vai acontecer com todos os que lerem Insurgente, mas eu não consegui entender direito algumas coisas) e eu fiquei decepcionada com o romance da Tris e do Tobias (porque gosto de romance em todo tipo de livro, sim).

A parte positiva foi que eu gostei do crescimento da Tris e sua concepção sobre a coragem, que pode estar em atos simples ao invés de se jogar em uma guerra. As quotes que encontrei nesse livro conseguem superar as de Divergente. Algumas delas são:

“Acho que choramos para liberar nosso lado animal sem perder a humanidade”

“A tristeza não é tão pesada quanto a culpa, mas rouba mais de nós”

“Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas”

Deu pra notar que a carga desses quotes é bem negativa? A Tris passa por maus bocados, mas consegue superá-los com muita garra. O final de Insurgente também é surpreendente, tanto que mal pude esperar e comecei a ler Allegiant (a tradução em português é Convergente, que ainda não foi lançado no Brasil) e tive boas surpresas com o início do livro, as quais compartilharei em breve com vocês!

Não se esqueçam de dar uma olhadinha na resenha de Divergente! E o que você está esperando para ler essa trilogia linda de maravilhosa?

Beijos e até a próxima,

Mariana