(Resenha) Insurgente

insurgente

 

Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

ISBN: 9788579801556

Páginas: 512

Lançamento: 2013

Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

A trilogia Divergente certamente é um vício. Desde o momento em que li a primeira página de Divergente (clique aqui para ler a resenha), não consigo pensar em outra coisa. Insurgente tem poucas páginas a mais que Divergente e eu li tudo em três dias. Para mim – que sou uma tartaruga para leitura – foi rápido até demais.

Insurgente não tem um foco tão grande nas personagens como foi em Divergente; dessa vez os holofotes estão nas revoluções, nas lutas pela destruição das facções e contra Jeanine, a líder má e fria da Erudição, que quer estudar e eliminar os Divergentes a todo custo.

Achei alguns defeitos em Insurgente que fizeram com que eu gostasse menos desse livro do que de Divergente: os fatos correram rápido demais, assim como as informações importantes que os personagens deveriam passar uns aos outros (não sei se isso vai acontecer com todos os que lerem Insurgente, mas eu não consegui entender direito algumas coisas) e eu fiquei decepcionada com o romance da Tris e do Tobias (porque gosto de romance em todo tipo de livro, sim).

A parte positiva foi que eu gostei do crescimento da Tris e sua concepção sobre a coragem, que pode estar em atos simples ao invés de se jogar em uma guerra. As quotes que encontrei nesse livro conseguem superar as de Divergente. Algumas delas são:

“Acho que choramos para liberar nosso lado animal sem perder a humanidade”

“A tristeza não é tão pesada quanto a culpa, mas rouba mais de nós”

“Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas”

Deu pra notar que a carga desses quotes é bem negativa? A Tris passa por maus bocados, mas consegue superá-los com muita garra. O final de Insurgente também é surpreendente, tanto que mal pude esperar e comecei a ler Allegiant (a tradução em português é Convergente, que ainda não foi lançado no Brasil) e tive boas surpresas com o início do livro, as quais compartilharei em breve com vocês!

Não se esqueçam de dar uma olhadinha na resenha de Divergente! E o que você está esperando para ler essa trilogia linda de maravilhosa?

Beijos e até a próxima,

Mariana

 

(Resenha) Divergente

divergente

 

 

Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

ISBN:  9788579801310

Páginas: 504

Lançamento: 2012

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Confesso que quando vi várias pessoas falando de Divergente, fiquei com um pé atrás. Logo me veio à cabeça: deve ser uma cópia de Jogos Vorazes.

Eu não podia estar mais enganada.

Vi diversos vídeo-resenhas de Divergente antes de me arriscar na leitura. Com tanta gente só traçando mil elogios, decidi que estava mais do que na hora de ler (até mesmo porque o filme será lançado esse ano!). Comecei a ler e não consegui mais parar, as 504 páginas foram num tapa só. Então se você quer um livro que te prenda do início ao fim, esse livro é Divergente, o primeiro de uma trilogia escrito por Veronica Roth.

A escrita da autora é fluida, tanto que eu nem percebia a quantidade de capítulos que eu lia sem parar. A ação está presente do começo ao fim, mas isso não quer dizer que não haja momentos de reflexão e emoção.  É o famoso cliffhanger: todo final de capítulo termina de uma forma que você sente uma necessidade imensa de ler o próximo.

Há duas coisas que me chamaram muito a atenção nessa distopia: os personagens muito bem caracterizados e a ideia das facções. No quesito “personagem” eu percebi que eles tem um certo desenvolvimento na história, mas desde o começo eles têm suas próprias características e as levam até o fim. Diferente de Abby* em Belo Desastre, por exemplo, a Tris (ou Beatrice) é muito resolvida, certa de suas decisões, ciente de quem ela mesma é, assim como o restante dos personagens que a acompanham nessa trama. Sobre as facções, digo que há muito o que refletir sobre elas, por isso planejo gravar um vídeo falando das minhas impressões sobre Divergente para que eu consiga compartilhar melhor as minhas reflexões com vocês! 🙂

No começo dessa resenha eu disse que imaginei que fosse um livro parecido com Jogos Vorazes. Pode até parecer, mas só pelo fato de ser uma distopia! Há muita diferença entre os dois livros e uma delas é o relacionamento entre as personagens, que achei mais forte em Divergente. Já em Jogos Vorazes, achei a parte política muito mais ressaltada. Focos diferentes em histórias diferentes, mas cada uma com seu excelente mérito!

Mencionei anteriormente que haverá o filme de Divergente. Um dos motivos pelos quais eu finalmente decidi ler o livro é porque eu vi o trailer! Só pelos 2:05 minutos e trailer eu já vi que o filme parece ser bem fiel ao livro.

As demais reflexões que eu tive lendo Divergente, como eu já disse, serão ditas em um vídeo que pretendo fazer. Esse livro deveria ser lido por todo mundo, um Young Adult distópico que promete muitas emoções!

Beijos e até a próxima,

Mariana

*Destaquei a Abby nessa resenha por motivos de não ter achado essa personagem caracterizada o bastante, não por motivos de semelhança com os enredos etc.