(Resenha) Convergente

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Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 528

Lançamento: 2014

I.S.B.N: 9788579801860

Sinopse: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. O livro, que chega ao Brasil no momento em que Divergente estreia nos cinemas, alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do The New York Times e foi o título mais vendido pela gigante Amazon no segmento infantojuvenil em 2013.

Como vocês já sabem, eu li Divergente e simplesmente AMEI. Devorei a trilogia em pouquíssimo tempo e mal posso esperar pelo filme, que vai estrear no mês que vem aqui no Brasil! A série é fácil de ser lida e tem reflexões interessantíssimas, o que muito me agrada.  Em Convergente, além de mil acontecimentos inesperados, temos a presença de uma narrativa dupla! Tris escreve um capítulo e depois Tobias escreve outro. Posso dizer que adorei isso, já que eu adoro o Tobias. Mesmo assim, devo acrescentar que, dos três livros, o meu favorito ainda é o primeiro.

Se alguma palavra pode definir o que senti lendo Convergente, certamente é angústia. Não digo isso porque o livro é ruim, triste do começo ao fim. Nada disso. Acontece que recebi um spoiler MUITO GRANDE do final do livro quando eu ainda estava na metade. Mordi a língua e tentei acreditar que era um spoiler falso, mas não: ele se concretizou no final do livro. Nem preciso dizer que chorei pra caramba, né?

Bom, vou falar do começo e logo chego no final (prometo não dar spoilers do livro, mas se você ainda não leu nenhum dos dois anteriores recomendo que 1. LEIA A SÉRIE, POR FAVOR e 2. venha ler minha resenha depois!). Esse livro sofre uma reviravolta das grandes, tamanha que eu nunca teria imaginado as coisas que acontecem nele. Parte de mim acha que a Veronica Roth tomou esse rumo por não ter tido uma saída melhor, mas a grande parte acredita que ela esteve pensando no desfecho desde o começo. Confesso que não gostei muito desse rumo tomado, mas quem sou eu para reclamar? A série é boa mesmo assim. Sem querer comparar muito, mas lendo a trilogia Jogos Vorazes eu senti a mesma coisa em relação ao último livro. Sei lá, pode ser um tipo de aversão minha a últimos livros! A maioria dos blogueiros gostou de Convergente e de A Esperança.

E que você não me entenda mal, pupilo. Gostei do final da série, mas não tanto quanto esperava. Entendi o motivo pelo qual a Veronica (olha a intimidade) deu esse desfecho a série e gostaria muito de dizer a vocês o que achei do fim! Se você já leu, por favor comente! Quero compartilhar meus sentimentos com alguém e tô sem dinheiro para um psicólogo.

As tramas políticas voam muito além do esperado nesse livro, o que achei muito legal. É como na nossa vida real e sem facções: muitas vezes não conseguimos saber o que acontece no âmbito político, porque muita coisa nos é oculta. Essa sacada da Veronica foi demais! Digo que fiquei angustiada porque sofri bons bocados com a Tris durante a história: qual escolha deveria tomar? Em Convergente, as ideias das facções são postas em cheque: seja audaz, seja altruísta, seja inteligente, seja franco, seja gentil. Eu vi muitas especulações que eu mesma tinha feito no primeiro livro se concretizando no terceiro, até me bateu um orgulho. Se você assistir meu vídeo onde discuto sobre o primeiro livro, provavelmente terá uma noção do que digo. Clique aqui para acessar o meu canal. E um adendo: o romance tá tão legal nesse livro! Eu, como boa romântica que sou, achei que a Tris e o Tobias estavam muito mais maduros, apesar do Tobias ter me irritado um pouco em alguns momentos.

Agora a parte chata: eu não gostei do final. Gente, que triste! Chorei pra caramba, mesmo! E olha que eu não choro fácil lendo. Tá, vou ser sincera (olha a Franqueza batendo, aí): eu fiquei dividida entre gostar ou não. Sei que a escolha que a Tris fez foi muito sábia, digna de aplausos. O duro é aceitar isso. Sabe aquele tipo de escolha que machuca mas que, por mais que doa, devemos tomar? Então. Tia Veronica Roth ensinando as pessoas que a vida não é fácil.

Acabei dando três estrelinhas. Vou dizer por quê: uma estrela caiu pelo final, que me fez chorar (apesar de eu estar divida entre gostar ou não, como eu já disse. Importante frisar isso); outra estrelinha caiu porque tudo aconteceu rápido demais. Tive que voltar em algumas partes para entender algumas discussões. Conversando com algumas pessoas, cheguei a conclusão de que algumas coisas que aconteceram em Convergente poderiam ter acontecido em Insurgente, pelo menos uma menção maior do problema.

Não quero desmotivar ninguém a ler, longe disso. Esse livro só me deixou com cara de paisagem quando acabei. Quem me conhece sabe que eu fiquei uma semana inteira em choque. Prometi não dar spoilers, então não posso especificar muito o por quê de eu ter ficado chateada com Convergente. Acho que você terá que ler para descobrir e entrar para o clube dos fãs de Divergente!

P.S: se os livros anteriores tiveram frases boas, esse teve frases INCRÍVEIS! Fiz tantas marcações que até perdi a conta. Aqui vão algumas:

“De uma tirania para outra. Este é o nosso mundo agora”

“Parece que as rebeliões nunca terminam, na cidade, neste complexo, em todo lugar. Existem apenas intervalos e, tolos, chamamos esses breves períodos de paz”

“Ou talvez o perdão seja apenas o afastamento contínuo de lembranças amargas até que o tempo diminua a dor e a raiva, e o mal seja esquecido”

Resenha de Divergente

Resenha de Insurgente

Beijos e boa leitura!

Mari

(Resenha) Insurgente

insurgente

 

Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

ISBN: 9788579801556

Páginas: 512

Lançamento: 2013

Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

A trilogia Divergente certamente é um vício. Desde o momento em que li a primeira página de Divergente (clique aqui para ler a resenha), não consigo pensar em outra coisa. Insurgente tem poucas páginas a mais que Divergente e eu li tudo em três dias. Para mim – que sou uma tartaruga para leitura – foi rápido até demais.

Insurgente não tem um foco tão grande nas personagens como foi em Divergente; dessa vez os holofotes estão nas revoluções, nas lutas pela destruição das facções e contra Jeanine, a líder má e fria da Erudição, que quer estudar e eliminar os Divergentes a todo custo.

Achei alguns defeitos em Insurgente que fizeram com que eu gostasse menos desse livro do que de Divergente: os fatos correram rápido demais, assim como as informações importantes que os personagens deveriam passar uns aos outros (não sei se isso vai acontecer com todos os que lerem Insurgente, mas eu não consegui entender direito algumas coisas) e eu fiquei decepcionada com o romance da Tris e do Tobias (porque gosto de romance em todo tipo de livro, sim).

A parte positiva foi que eu gostei do crescimento da Tris e sua concepção sobre a coragem, que pode estar em atos simples ao invés de se jogar em uma guerra. As quotes que encontrei nesse livro conseguem superar as de Divergente. Algumas delas são:

“Acho que choramos para liberar nosso lado animal sem perder a humanidade”

“A tristeza não é tão pesada quanto a culpa, mas rouba mais de nós”

“Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas”

Deu pra notar que a carga desses quotes é bem negativa? A Tris passa por maus bocados, mas consegue superá-los com muita garra. O final de Insurgente também é surpreendente, tanto que mal pude esperar e comecei a ler Allegiant (a tradução em português é Convergente, que ainda não foi lançado no Brasil) e tive boas surpresas com o início do livro, as quais compartilharei em breve com vocês!

Não se esqueçam de dar uma olhadinha na resenha de Divergente! E o que você está esperando para ler essa trilogia linda de maravilhosa?

Beijos e até a próxima,

Mariana

 

(Resenha) Divergente

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Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

ISBN:  9788579801310

Páginas: 504

Lançamento: 2012

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Confesso que quando vi várias pessoas falando de Divergente, fiquei com um pé atrás. Logo me veio à cabeça: deve ser uma cópia de Jogos Vorazes.

Eu não podia estar mais enganada.

Vi diversos vídeo-resenhas de Divergente antes de me arriscar na leitura. Com tanta gente só traçando mil elogios, decidi que estava mais do que na hora de ler (até mesmo porque o filme será lançado esse ano!). Comecei a ler e não consegui mais parar, as 504 páginas foram num tapa só. Então se você quer um livro que te prenda do início ao fim, esse livro é Divergente, o primeiro de uma trilogia escrito por Veronica Roth.

A escrita da autora é fluida, tanto que eu nem percebia a quantidade de capítulos que eu lia sem parar. A ação está presente do começo ao fim, mas isso não quer dizer que não haja momentos de reflexão e emoção.  É o famoso cliffhanger: todo final de capítulo termina de uma forma que você sente uma necessidade imensa de ler o próximo.

Há duas coisas que me chamaram muito a atenção nessa distopia: os personagens muito bem caracterizados e a ideia das facções. No quesito “personagem” eu percebi que eles tem um certo desenvolvimento na história, mas desde o começo eles têm suas próprias características e as levam até o fim. Diferente de Abby* em Belo Desastre, por exemplo, a Tris (ou Beatrice) é muito resolvida, certa de suas decisões, ciente de quem ela mesma é, assim como o restante dos personagens que a acompanham nessa trama. Sobre as facções, digo que há muito o que refletir sobre elas, por isso planejo gravar um vídeo falando das minhas impressões sobre Divergente para que eu consiga compartilhar melhor as minhas reflexões com vocês! 🙂

No começo dessa resenha eu disse que imaginei que fosse um livro parecido com Jogos Vorazes. Pode até parecer, mas só pelo fato de ser uma distopia! Há muita diferença entre os dois livros e uma delas é o relacionamento entre as personagens, que achei mais forte em Divergente. Já em Jogos Vorazes, achei a parte política muito mais ressaltada. Focos diferentes em histórias diferentes, mas cada uma com seu excelente mérito!

Mencionei anteriormente que haverá o filme de Divergente. Um dos motivos pelos quais eu finalmente decidi ler o livro é porque eu vi o trailer! Só pelos 2:05 minutos e trailer eu já vi que o filme parece ser bem fiel ao livro.

As demais reflexões que eu tive lendo Divergente, como eu já disse, serão ditas em um vídeo que pretendo fazer. Esse livro deveria ser lido por todo mundo, um Young Adult distópico que promete muitas emoções!

Beijos e até a próxima,

Mariana

*Destaquei a Abby nessa resenha por motivos de não ter achado essa personagem caracterizada o bastante, não por motivos de semelhança com os enredos etc.