(Resenha) Princesa Adormecida

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Autora: Paula Pimenta

Editora: Galera Record

Páginas: 192

Lançamento: 2014

ISBN: 9788501034205

Sinopse: Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

Depois de muito tempo querendo ler Princesa Adormecida, finalmente realizei a leitura. Como uma pessoa que ama a Disney de paixão, eu não podia deixar essa recontagem de Bela Adormecida de lado, ainda mais sendo contada pela Paula Pimenta! Fiquei bem curiosa quando vi o lançamento do livro, porque eu não fazia ideia de como a autora faria o desenrolar da história de uma menina que passa ANOS dormindo! Bom, digamos que a Paula me surpreendeu e, dos livros que eu li da autora, esse foi o melhor, páreo com Apaixonada por Palavras.

A coisa mais importante a se falar do livro: é incrivelmente rápido de ler. Sério, juntando todo o tempo que eu passei lendo, dá duas ou três horas. O livro é narrado pela Áurea, que tem seu nome modificado para Ana Rosa quando vem morar no Brasil depois de muuuuitas reviravoltas lá na Europa. Enfim, deixarei a sinopse de lado, assim vocês ficam com mais vontade de ler!

Além de narrado em primeira pessoa, o livro conta com várias conversas no estilo “balãozinho de chat de celular” e algumas páginas de jornal, relatando notícias. Isso tudo só torna a leitura ainda mais fácil.

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O mocinho também é um fofo, vale lembrar! (Ai, ai, Phil <3). E, sim, pensei no meu namorado enquanto eu lia, eu não traio ele com ninguém, nem personagens de livros HAHAHA. Mas, sério, as conversas de celular entre o Phil e a Ana são tão fofas, que eu suspirei vááárias vezes.

A Galera Record teve muito capricho com o livro, desde a capa até a diagramação. E, gente, o que é essa ilustração na capa? Linda de viver! Ficou tudo com cara de Paula Pimenta, ou seja, fofura extrema.

Agora, falando da Paula: eu acompanho a autora há muuuuito tempo, quando pouquíssima gente conhecia Fazendo Meu Filme (me orgulho em dizer isso). Lendo Princesa Adormecida, eu percebi como a autora melhorou a sua escrita. Não que fosse ruim no começo, mas as personagens dela se tornaram mais reais, daquelas que parece que estão do seu lado. Adorei ver essa melhora, tanto que Princesa Adormecida já ganhou lugar no meu coração como favorito.

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Recomendo para pessoas apaixonadas, que sonham acordadas, que amam a Disney… e tudo nesse universo de contos de fada!

Beijos e até a próxima,

Mari

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(Resenha) Dragões de Éter #2, Corações de Neve

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Autor: Raphael Draccon

Editora: Leya

Páginas: 495

Lançamento: 2009

ISBN: 9788562936012

Sinopse:  Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasceu a Era Antiga.

Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo rei, e a esperada Era Nova se inicia.

Entretanto, coisas estranhas continuam a acontecer…
Uma adolescente desenvolve uma iniciação mística proibida, despertando dons extraordinários que tocam nos dois lados da vida. Dois irmãos descobrem uma ligação de família com antigos laços de magia negra, que lhes são cobrados. Duas antigas sociedades secretas que deveriam estar exterminadas renascem como uma única, extremamente furiosa.

Após duas décadas preso e prestes a completar 40 anos, um ex-prisioneiro reconhecido mundialmente pelas ideias de rebeldia e divisão justa dos bens roubados de ricos entre pobres é libertado, desenterrando velhas feridas, ressentimentos entre monarcas e canções de guerra perigosas. O último príncipe de Arzallum resgata sombrios segredos familiares e enfrenta o torneio de pugilismo mais famoso do mundo, despertando na jornada poderosas forças malignas e benignas além de seu controle e compreensão.

E a tecnologia do Oriente chega de maneira devastadora ao Grande Paço, dando início a um processo que irá unir magia e ciência, modificando todo o conhecimento científico que o Ocidente imaginava possuir.

E mudará o mundo. Mais uma vez.

Eu realmente achei que, depois de ler o primeiro livro de Dragões de Éter (para ver a resenha do primeiro livro, é só clicar aqui), não teria como a série melhorar.

E eu não podia estar mais enganada! Esse se tornou um dos livros favoritos do ano.

No segundo livro, temos a presença de mais personagens e amadurecimento dos que aparecem desde Caçadores de Bruxas, o livro um. É muito visível o crescimento deles e eu gostei muito disso. Inclusive, numa série, acho esse fato fundamental, porque os personagens se tornam mais profundos e acabamos nos apegando a eles.

Outra coisa muito mais notável em Corações de Neve são as relações políticas. Logo no início do livro há uma carga grande de descrições sobre outras nações, seus costumes, cultura, tipo de governo… Isso foi a única coisa que me cansou, mas só porque foi logo no início do livro e tudo escrito de uma só vez. Ao longo da leitura, isso é amenizado. Tirando a parte que no começo foi pesada, acho que isso enriqueceu a história também.

Esse livro tem muito mais ação que o primeiro, portanto acabei fazendo menos marcações. Mas, mesmo assim, o Raphael Draccon não perde a veia poética.

“- Coragem? Isso não significa agir com ausência do medo?

– Não. Coragem significa agir ainda que na presença dele”

Aliás, as cenas de ação são INCRÍVEIS! É demais, gente. Durante uma luta especificamente, eu senti meu coração acelerado, calafrios e meus olhos até marejaram um pouco. Sem brincadeira! Sabe quando você lê algo do tipo: “… e o personagem Fulano sentiu seu corpo se arrepiar”? Então, geralmente eu não sinto altas emoções com uma descrição assim, mas o Draccon me faz acreditar que aquilo realmente está acontecendo, de forma que fiquei completamente imersa durante as cenas de batalha.

“Existem poucas, bem poucas coisas pelas quais vale a pena viver e morrer.

O amor é uma delas”

O romance no livro não deixa de existir, não. Mais uma vez, me emocionei em diversas partes. É bem legal ver que, com o amadurecimento de personagens, há o amadurecimento dos seus relacionamentos amorosos.

Falando nisso, tem uma coisa que eu acho digna de nota: o que eu mais gosto no Raphael Draccon é que ele sabe medir tudo na história, de ação ao romance. Isso para mim é o exemplo de história completa, e é o tipo que mais gosto. Quando leio um livro, gosto de me sentir completa em todos os sentidos e me admira muito um autor saber usar as palavras certas nos momentos certos.

Para Corações de Neve, só tenho elogios. O final foi simplesmente maravilhoso, o Draccon realmente gosta de finais majestosos. Mal posso esperar pelo próximo livro! ❤

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Belo Desastre

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Autor: Jamie McGuire

Editora: Verus

ISBN: 9788576861911

Páginas: 392

Lançamento: 2011

Sinopse: A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.
Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

Em primeiro lugar, admito ter lido esse livro para passar o tempo (e ele serviu para a função, de fato). Estou lendo “A menina que roubava livros” e acabei tendo uma ressaca literária bem no meio do livro! Não consegui passar de uma determinada parte e decidi ler um romancinho para descontrair. Com tanta gente falando mil maravilhas de “Belo Desastre”, decidi por esse mesmo.

Para fazer essa resenha eu prefiro destacar os pontos positivos e os negativos, então vamos lá:

Pontos positivos: Eu gostei muito do Travis como personagem. Ele é o bad boy, o rebelde, o impulsivo etc. mas acabei gostando disso nele (apesar de tudo ele é preocupado com a Abby, protege ela sempre, se arrepende do que faz) e ele tem um crescimento interessante ao longo da história, ele deixa de lado algumas características e dá lugar à confiança e ao amor. Fofinho, até. O casal combina bastante, também. Além disso tudo, também gostei da primeira metade do livro (deixo indicado que a “metade” para mim é quando o casal finalmente fica junto).

Pontos negativos: Não achei a Abby uma personagem bem estruturada. Ela começa a se soltar um pouco mais ao correr do enredo, mas a ideia da autora de mostrar a inversão de personalidade do casal não ficou muito boa no caso da Abby. Explicando melhor: era para a Abby deixar de ser a certinha e ficar mais solta e para o Travis deixar de ser o bad boy para virar o romântico. Com o Travis eu achei convincente, com a Abby eu achei meio forçado. Outra coisa que me incomodou foi o “vai-não-vai” do romance. Na segunda metade do livro isso acontece MUITO até o final e isso acabou me cansando. E mais uma coisa: a descrição da Jamie McGuire é muito pobre. Ela foca bastante nos diálogos, o que é legal, mas deixa de explicar detalhes do cenário que facilitariam o entendimento de algumas passagens.

Ufa, a parte negativa ficou maior que a positiva. Mas eu gostei tanto do Travis que isso pesou bastante para a minha classificação final do livro (3 estrelas). Indico a quem gosta do gênero romance, já que várias pessoas estão gostando, ou para aqueles que desejam passar o tempo apenas, assim como eu. E aqui vai uma coisa importante: indico o livro apenas para maiores de 16 anos! A história tem foco no romance, então não acho essencial falar sobre os pouquíssimos problemas familiares presentes na trama, os quais até achei meio patéticos, por sinal.

Ah, também tem um outro livro de Belo Desastre. Não é uma série, nem uma continuação. Chama-se Desastre Iminente e trata-se apenas da narrativa do Travis sobre os acontecimentos já contados em Belo Desastre, e um pouco antes deles também. Já que gostei do Travis, acho que gostarei mais desse livro, mas não tenho previsão para lê-lo.

Indo ao finalmente: não é um livro que me fez chorar, me emocionar, refletir… mas li bem rapidinho (3 dias). Gostoso para passar o tempo, na minha opinião.

Beijos e até a próxima,

Mariana

(Resenha) A invenção de Hugo Cabret

Eu quero esse livro! – Essa foi a frase mais utilizada por mim nos últimos tempos quando se trata de Hugo Cabret. E, sim!, eu consegui esse livro (palmas).

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Minha edição é a que foi distribuída pelo Governo de São Paulo, mas inicialmente ela não era minha. Na biblioteca da minha cidade tem uma Sala de Troca, onde você pode levar qualquer livro seu e trocar por algum que já esteja lá nessa sala. Deixo meu livro lá e pego outro, entendeu? Pois é, levei o meu “Ninguém como você” (clique aqui para ler a resenha) e achei esse tão lindo e maravilhoso que eu queria desde que vi o filme.

Vi o filme quando ele foi lançado e lembro de ter ficado surpresa com alguma coisa… que eu não lembrava o que era. E também lembro de ter saído do cinema com aquilo na cabeça: “preciso ler o livro!”. Anos depois recebo essa oportunidade; então, sem mais delongas, falemos de Hugo Cabret,

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Hugo Cabret era filho de um relojoeiro. Este gostava muito de máquinas e acreditava que em cada uma havia um tipo de magia. Um dia o pai vai a um museu e volta para casa com um autômato, uma espécie de robô que exerce uma única função: transmitir uma mensagem através de desenho. Só que tem essa má notícia: o autômato estava quebrado. O pai de Hugo passava noites no porão do museu tentando consertá-lo e prometia a Hugo traze-lo algum dia para casa.

Um dia, esperando que o pai retornasse, Hugo recebe a notícia do tio que o pai morreu em um incêndio no museu (sem spoiler). Desolado, Hugo é obrigado a morar com o tio em uma estação de trem fazendo a manutenção dos relógios. Depois de um tempo fazendo esse trabalho silencioso e triste, Hugo conhece o senhor que vende brinquedos em uma loja da estação e sua sobrinha Isabelle. É aí que a história vira de ponta cabeça e surge a pergunta: será que o pai de Hugo queria transmitir uma mensagem através do autômato?

Paris, Paris *-*

Paris, Paris *-*

 

Esse livro é, por inteiro, uma obra de arte. O autor Brian Selznick é o ilustrador e fez um trabalho incrível com essas imagens. Com elas percebi uma coisa interessante, pelo menos tratando-se da história de Hugo Cabret: algumas coisas não conseguem ser ditas com palavras, mas com imagens. Então alguns capítulos tinham diversas imagens enquanto outros tinham menos. Aliás, esse é um fato que torna o livro fácil de ser lido, mesmo tendo lá suas 500 e poucas páginas. A história também fala muito de cinema, então acho que ela agrada muita gente!

A lombada do livro é linda, mas está meio judiada, eu sei. Lembrando que o livro não era meu antes, não fui a dona dessa maldade :c

A lombada do livro é linda, mas está meio judiada, eu sei. Lembrando que o livro não era meu antes, não fui a dona dessa maldade :c

 

Além da edição encantadora, a história também é muito meiga. Lembrei da coisa que tinha me deixado surpresa e tive que absorver a “notícia” por um tempo. Não é o tipo de história que precisa de um climax super alto, mas acho que faltou alguma coisa para deixa-la mais atraente. Tô pedindo demais, né? Mas fazer o que, senti falta de alguma coisa que me deixasse com vontade de ler mais e mais. Dei três estrelinhas para o livro.

 

 

Acabei achando o filme mais emocionante que o livro, mas acredito que deva ser porque essa surpresa me pegou quando assisti. Se eu tivesse lido primeiro, com certeza teria gostado mais do livro. Também tem peso o fato de se tratar de um meio cinematográfico. Acho que algumas coisas são melhor representadas no cinema, como o terror por exemplo. Nunca sinto medo lendo, mas sinto medo assistindo filme. Na história de Hugo Cabret, alguns eventos cinematográficos do passado ficam pouco detalhados – até porque se detalhasse mais ficaria cansativo, o que já não acontece nas telonas.

Vale a pena conferir os dois meios onde a história de passa: filme e livro. Quem sabe vocês não tiram a dúvida?

Beijos e até a próxima,

Mariana

 

 

(Resenha) Ninguém como você

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Autor: Lauren Strasnick

Editora: iD

ISBN: 9788516067465

Páginas: 240

Lançamento: 2010

Sinopse: Holly esperava que sua primeira vez fosse especial, e não no banco traseiro de um BMW cheirando a cigarros. O pior é que o cara, Paul, tem uma namorada popular que está na classe de Holly, e inesperadamente elas ficam amigas. E ainda por cima tem o Nills, que vem segurando a barra de Holly desde que a mãe dela morreu, há 6 meses, mas que agora só pula de galho em galho. Quando as coisas começam a ficar sérias, ela vai ter que tomar decisões que afetarão todos à sua volta.

Andando pelo Sebo Espaço Literário (clique aqui para ver o post que fiz sobre ele), meu irmão achou esse livro na estante e achou que eu poderia gostar. Já passei da fase em que só lia livros desse tipo, mas decidi matar a saudade. Nem olhei para a sinopse, só achei a capa bonita e acabei levando para casa. Demorei certo tempo mas li, e li em um só dia.

Mas isso não quer dizer que eu tenha achado “Ninguém como você” uma leitura de primeira. É um romance simples e previsível, podia até ter uma história legal, mas achei os fatos pouco entrelaçados e pouco desenvolvidos. Por exemplo, existe uma espécie de problema familiar na história e a Holly tem a ideia de procurar um médium (detalhes à parte), e a visita dela ao médium foi super pobre; eu esperava uma coisa muito mística, algo que enriquecesse a leitura, mas não, tudo aconteceu em somente duas páginas.

O romance também podia ser melhor explorado. Sabe quando a história está rumando para aquele final lindo e maravilhoso, no qual todos vivem “felizes para sempre”? Pois é, isso só foi acontecer nas últimas páginas do livro (digo, o pré desfecho) e o que me deixou fula da vida: NÃO TEVE DESFECHO! Alguns assuntos ficaram para trás, não foram resolvidos e o mais importante ficou assim, no ar.

A Holly tinha tudo para ser uma personagem original, mas acabou caindo na mesmice. É enrolada, não decide nada, faz tudo sem pensar… Me deixou meio irritada. Aliás, nenhum personagem foi bem desenvolvido. Seu melhor amigo, Nils, também deixou a desejar. É o melhor amigo e ponto. Não sabemos nada sobre ele, do que ele gosta, suas manias… Nada.

O que me prendeu nesse livro foi uma coisa básica: o tamanho das letras e o espaçamento, além dos capítulos serem bem curtos. Isso acelera a leitura, mas não faz com que a história seja melhor.

Minha nota para o livro foram duas estrelas, só por dó. Tudo bem, nem todas as leituras na vida são excelentes.

Beijos e até a próxima,

Mariana

(Resenha) Dash & Lily’s Book of Dares

O livro dos desafios de Dash e Lily

O livro dos desafios de Dash e Lily

Livro ainda sem tradução para o português

Autor: Rachel Cohn e David Levithan Editora: Ember ISBN: 9780375859557 Páginas: 260 Lançamento: 2010

Sinopse (feita por mim, já que não há tradução para o português): Lily deixou um caderno vermelho cheio de desafios na sua estante preferida de uma livraria, esperando por algum garoto que aceitasse fazer os desafios. Dash, que frequenta a mesma livraria, nota a lombada vermelha do Moleskine e não perde tempo: logo abre o caderno e se depara com a seguinte mensagem: “Deixei algumas pistas para você. Se você as quer, vire a página. Se não, coloque o caderno de volta na prateleira, por favor”.  Assim começa a história de dois adolescentes que, às vésperas do Natal em NYC, se conhecem através de um caderno.

Conheci o livro através do blog da Melina Souza (clique aqui para ler a resenha dela). Achei a temática e a premissa muito legais, então não hesitei em comprar. Sim, li o livro em inglês e achei de nível fácil para mediano (a única coisa que complica um pouco a leitura são as gírias e os neologismos, ou seja, palavras criadas pelos personagens; mas nada que seja impossível de entender).

A narrativa do livro é dividida entre a Lily (escrita pela Rachel Cohn) e o Dash (escrita pelo David Levithan). Achei a parte do Dash super fluida, até porque ele é um personagem carismático, inteligente, cheio de frases legais (tenho 12 marcadas e vou colocar algumas no final do post) e – melhor ainda – não é um boyzinho convencional de livros young adult; Dash é bastante original se comparado aos outros personagens masculinos. Mas a Lily… para mim deixou a desejar. Achei a parte dela da narrativa MUITO massante, é a típica menina sem sal. É diferente em alguns pontos (como, por exemplo, não ligar para o que os outros pensam sobre suas roupas), mas totalmente comum em outros (não tem amigo NENHUM e é deslocada na escola).

Alguns pontos positivos do livro: a ideia principal é super original; as frases do Dash são ótimas, irônicas (mas não cansativas) e ele tem resposta para tudo; o melhor amigo do Dash (Boomer) me fez rir muitas vezes; o vocabulário é extenso, mas não difícil de ser entendido (assim dá pra aprender muitas gírias legais dos Estados Unidos); o final é bem fofinho.

Alguns pontos negativos do livro (spoiler!!!): falta de originalidade da Lily; demora MUITO para o casal de conhecer de verdade e logo que se conhecem já tem aquele desentendimento básico, ou seja, vão ficar juntos lá no fim do livro (literalmente nos últimos capítulos).

Tudo bem, há mais pontos positivos do que negativos, mas mesmo assim os negativos ajudaram bastante a abaixar minha avaliação do livro, principalmente pela narrativa da Lily (por mais que a personagem mude no final do livro, mas beeeeeem no final, o que quer dizer que fiquei o livro todo empacando nos capítulos dela). Minha nota foi de três estrelas para ele.
Recomendo muito para quem quer aprender a ler em inglês, porque, como eu já disse, é uma leitura fácil e também para quem gosta de livros jovem adulto!

“Maybe it’s not distance that’s the problem, but how you handle it” (Talvez não seja a distância o problema, e sim como você lida com ela)

“There’s just something about you – and this notebook – that gives me faith” (Tem alguma coisa sobre você – e sobre esse caderno – que me dá fé)

“It’s moments like this, when you need someone the most, that your world seems smallest” (São momentos como esse, quando você mais precisa de alguém, que seu mundo parece menor)

Beijos e até a próxima,

Mariana

P.S: essas foram as MINHAS impressões sobre esse livro. Não funcionou muito para mim (não tanto quanto eu esperava), mas acredito que muita gente irá curtir =)