(Resenha) Matilda

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Autor: Roald Dahl

Editora: Martins Fontes

Páginas: 260

Lançamento original: 1988

ISBN: 9788578272418

Sinopse: Todos os dias Matilda passava horas na Biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais passavam o tempo todo vendo televisão, e achavam muito estranho a menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas.

Antes que alguém me pergunte: não, eu nunca assisti o filme inteiro da Matilda [insira uma cara de perplexidade aqui]. Na verdade, eu já tinha ouvido muito sobre a história, principalmente por conta de uma amiga minha que adora o filme. Vi alguns pedaços pela televisão, mas nunca parei para assistir inteiro.

Andando pela biblioteca na parte dos infanto-juvenis, encontrei o livro. Eu nem sabia que Matilda era um livro! Só pra sanar a curiosidade, decidi pegar para ler. E, adivinha? Eu adorei!

Quem viu o filme deve saber que todo bom leitor se identifica com a Matilda. Ao ler a sinopse, isso aconteceu comigo também. Mas eu senti falta das leituras da menina ao longo do livro. A ênfase no fato de que ela lê muito é só do início até a metade do livro, depois acaba se tornando um mero detalhe. Acho que isso poderia ter sido melhor abordado. Mesmo assim, isso foi só um pequeno problema durante a leitura!

A leitura em terceira pessoa é super fácil de acompanhar. É um clássico já um pouquinho antigo, mas a linguagem não é nada carregada. Aliás, é isso que me deu um certo “gás” pra ler bem rapidinho. Além disso, a edição que eu tinha comigo era ilustrada, sendo a maioria dos desenhos de uma página inteira. Isso só torna a leitura ainda mais rápida. Além disso, a narrativa do autor é muito gostosa de ler e, em alguns momentos, me lembrou a minha infância.

Matilda, um livro tão apreciado no mundo todo, já virou até adaptação na Broadway, além de cinematográfica. Vou deixar os vídeos aqui para vocês assistirem! Detalhe: a Matilda do musical bate muito mais com a personagem que eu tinha na minha cabeça.

 

 

Matilda é um livro encantador, ideal para as crianças que querem começar a ler, assim como a protagonista dessa história tão fofa!

 

Beijos e até a próxima,

 

Mari

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(TAG) Colorindo a literatura

Sim, você está no lugar certo! Hoje eu decidi responder uma TAG por aqui. Antes de mais nada, quero explicar o motivo: tenho muitas TAGS acumuladas para fazer em vídeos, então decidi transferir algumas delas pro blog. Existem alguns blogueiros que costumam fazer isso, então acho que seria uma boa, até para manter o blog mais movimentado.

Aliás, a TAG original surgiu em um blog de Portugal! É o blog The Mistery’s Garden e você pode conferir a TAG original clicando aqui. Essa TAG pede para escolhermos um livro para cada cor, sendo cada uma delas uma categoria.

Eu vi essa TAG no canal da (fofa) Catarina, o Little House of Books. Vou deixar o vídeo para vocês assistirem:

 

A TAG é composta de duas partes, mas decidi fazer só a primeira. A segunda parte eu achei bem parecida com aquela TAG Arco Íris Literário, então escolhi fazer só a primeira parte porque é mais diferente e não vi ninguém fazendo ela aqui no Brasil.

As perguntas são:

Vermelho – A cor da paixão: Um livro com um romance arrebatador, de tirar o fôlego, e/ou com um romance que você adora.

Liberte meu coração – Mia Thermopolis

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Esse foi o primeiro romance adulto que eu li. Não sei se hoje eu teria encontrado a mesma graça, mas há alguns anos eu simplesmente devorei o livro, me apaixonei pelo mocinho e me encantei com o romance. Então esse seria o meu romance arrebatador!

Laranja – A cor quente: Um livro cuja ação se passa no verão ou numa praia, à beira-mar, etc.

Mermaid – Carolyn Turgeon

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Esse livro não se passa especificamente no verão, mas sim em uma praia! (Meio óbvio, já que se trata de uma história de sereia). É um livro triste, mas como eu AMO sereias eu não podia deixar de ler. No fim, acabei gostando demais.

Amarelo – A cor mais alegre de todas: Um livro cujos protagonistas ou algumas das personagens secundárias mais importantes são crianças.

Vaclav & Lena – Hayley Tanner

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Alguns de vocês devem saber que esse é meu livro queridinho. No começo da história, temos Vaclav e Lena como crianças. Isso acaba tornando o livro muito fofinho e amado por mim.

Verde – A cor da Natureza: Um livro ideal para se ler ao ar livre.

Coração de tinta – Cornelia Funke

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Além da história me lembrar muito o verde (por ser um mundo mágico incluindo florestas), eu li parte desse livro num sítio! Toda vez que olho pra ele, eu lembro de verde. Hahaha.

Azul – A cor fria: Um livro cuja ação decorre numa época fria e/ou um livro cujo autor não mede as palavras e que tenha uma escrita crua e capaz de ferir o leitor (responder a uma ou às duas é opcional).

A culpa é das estrelas – John Green

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Gente, nem preciso falar nada, né? Livro triste, apesar de ter uma história linda demais.

Roxo – A cor da magia: Um elemento de fantasia característico de um mundo literário que gosta (pode-se escolher outro mundo, como distopia, se nunca tiver lido fantasia).

Dragões de Éter #1 – Raphael Draccon

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Eu escolhi esse livro porque o universo dele me encantou muito. É uma trama super envolvente e nada difícil de entender, como em muitos livros de fantasia acontece.

Lilás – A cor da imaginação: Um livro – ou livros – cuja imaginação do autor não revela limites.

Harry Potter – J.K. Rowling

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Nem precisa de sinopse, vai…

Vamos combinar que essa história é uma das mais criativas de todas! A J.K. não teve limites na hora de criar a série Harry Potter. Definitivamente, a imaginação dela é fora de série.

Cor-de-Rosa – A cor mais doce: Um romance leve e divertido.

Faça seu pedido – Mandy Hubbard

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Esse é um dos livros mais engraçados que já li. Tem um romance, sim, mas é beeem leve mesmo. É uma leitura de um dia, fácil.

Preto – A cor negra, a ausência de luz: Um livro que aborda um tema pesado ou um livro muito escuro.

Fale – Laurie Halse Anderson

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Esse é um livro que trata sobre bullying e outras coisas mais (não posso contar por motivos de spoiler). Apesar de ter um tema pesado, a leitura é bem fácil, além de trazer uma mensagem muito bonita.

 Branco – A cor clara, a presença de luz: Um livro com um final feliz que te agradou ou não.

Fazendo meu filme #4 – Paula Pimenta

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Para ler a sinopse, clique aqui.

Esse é o último livro da série “Fazendo meu filme” e meu preferido da série. Simplesmente porque eu adoro a última “fase” da Fani, então acho que se encaixou bem nessa categoria.

É isso aí, gente! Espero que tenham gostado dessa TAG. Achei legal responder por aqui, é um meio de dar dicas de livros pra vocês também!

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Droga da Obediência

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Autor: Pedro Bandeira

Editora: Moderna

Páginas: 192

I.S.B.N: 9788516045395

Sinopse: O livro que iniciou a série com os Karas Uma turma de adolescentes enfrenta o mais diabólico dos crimes! Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes – os Karas – enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga! E essa droga já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo. Este é um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

Todo mundo da minha idade sempre fala desse livro. “É ótimo, você tem que ler!”. Sempre ouvi isso até hoje e nunca tive a vontade de ler. Não que eu não me interessasse, pelo contrário, mas sempre coloquei outros livros na frente.

Isso parou de vez quando vi o vídeo da Bruna falando sobre Os Karas, a turma que faz a história desse e de outros livros. Me deu mais vontade ainda e decidi: eu ia ler.

Admito que esse não é o tipo da história que eu mais gosto. Sou meio lerda para entender tramas de livros de investigação, mas por ser um livro infanto-juvenil eu consegui dessa vez! *palmas*. Estou, então, indicando diretamente esse livro a um público mais novo (dos nove aos doze acho adequado, mas quem for mais velho e quiser ler não terá problema algum pelo fato da leitura ser muito fácil e engraçada). É o tipo de livro que faz os jovens tomarem o gosto pela leitura. Não foi o meu caso, já que só li “A Droga da Obediência” agora, mas muita gente se apaixonou pelos Karas e começou a ler mais depois dessa leitura!

Além de uma narrativa simples e fácil, Pedro Bandeira deixa uma crítica muuuuito interessante (e quem me conhece sabe que eu adoro esses livros com uma crítica subentendida). Achei isso ótimo, pois desperta senso crítico no pessoal que está começando a criar gosto pelos livros. Dos infanto-juvenis que li, esse certamente é o de maior conteúdo. Não se deixe enganar: conteúdo não quer dizer que a leitura é pesada. De forma alguma. Como já mencionei, o livro tem uma narrativa bem gostosa de seguir.

Também estão presentes no livro uma série de regras criadas pelos Karas, uma mais legal que a outra. Os códigos que eles trocam entre si e o jeito que conhecem um ao outro são incríveis! Isso dá cada vez mais vontade de ler e curiosidade para saber o que acontecerá no próximo livro. Se você quer que seu irmão mais novo adquira o hábito de ler, certamente o nosso amigo Pedro Bandeira fará esse papel por você: basta dar de presente o livro “Droga da Obediência”. Geralmente as pessoas adquirem esse hábito quando não conseguem deixar o livro de lado e, com uma sequência de livros de mistério, isso funciona super bem!

Deixo aqui a minha dica e também o vídeo da Bruna sobre o mesmo livro (que, inclusive, é muito mais detalhado que a minha resenha aqui!).

 

Beijos e até a próxima,

 

Mariana

Livros para ler nas férias + Minha meta de leitura (2014)

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Mais um ano começando e sempre fazemos aquela listinha de promessas (mentalmente ou não). Fiz a minha por escrito, mas há coisas pessoais demais para compartilhar aqui. Mostrarei apenas minhas metas de leitura, já que esse é o foco do blog, ok?

Em 2012 eu li 29 livros. Em 2013, 35. Foi um aumento bom, na minha opinião. Alguns blogueiros leem 50 livros por ano, mas não sou uma pessoa que lê um livro em um dia, nunca consegui fazer isso. Demoro uma semana – dependendo do livro um pouco mais ou um pouco menos que isso.

Todo começo e ano eu faço um apanhado de livros que tenho vontade de ler, mas eu chego no fim e dezembro e vejo que não atingi essa meta. Então para 2014 eu decidi: nada de metas malucas de leitura! Não vou estipular um número mínimo de livros para ler, simplesmente porque isso nunca deu certo. Também não vou escrever todos os livros que quero ler em uma lista, porque ao decorrer do ano novos livros vão sendo lançados e eu acabo deixando alguns livros para lá ou porque, às vezes, me dá a louca e leio uma coisa completamente diferente do que estou acostumada. Enfim, são vários os motivos para eu não fazer uma meta comum.

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Acompanhando alguns blogs e vlogs eu tive uma ideia bem legal e acredito que funcionará muito bem para mim. Existe um estilo e vídeo literário criado no YouTube chamado TBR, sigla para To be read (Para ser lido). Algumas pessoas fizeram o TBR de férias, ou seja, livros que queriam ler nas férias. Gostei e montei uma listinha de alguns dos livros que pretendo ler agora em janeiro:

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Viu? Nada de metas malucas. Apenas três livros para esse mês, se eu conseguir eu leio mais.

Mas ainda não acabou! Só fiz essa listinha porque sei que em janeiro tenho tempo sobrando para ler meus livros, já que não tenho aula. Em julho e dezembro pode ser que eu faça uma lista desse tipo também. Nos meses em que estarei mais ocupada decidi fazer o seguinte: escolho um dos livros que tenho aqui em casa (que ainda não li) para cada mês, o que eu estiver com mais vontade de ler no momento. Para fevereiro sei que vou ler A menina que semeava, porque é um tipo de história que eu adoro e faz tempo que estou com vontade de ler.

Capa - A Menina que Semeava

Então será assim: a meta de cada mês é escolher um livro que está encostado na estante e lê-lo. Também estou pensando em reler séries, como a série Mundo de Tinta, que eu adoro. Todo e qualquer livro que eu ler eu postarei resenha aqui ou no canal! Vou tentar ao máximo estar sempre atualizando.

E vocês, fizeram metas de leitura? Me conte nos comentários :).

Beijos e até a próxima,

Mariana

Ressaca literária: o que é e como lidar

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Esse ano foi muito complicado para mim. Estudos, leituras, muuuuitos estudos… Enfim, isso tudo fez com que eu chegasse em dezembro implorando por descanso. Achei que com as férias eu fosse ler todos os livros que eu andei acumulando durante o ano todo e o que acontece? Ressaca literária.

Em primeiro lugar quero explicar o que significa esse termo (para quem não sabe o que é): é basicamente o mesmo princípio da ressaca alcoólica: você bebe (lê) muito e chega uma hora que não dá mais, que você se sente pesado, sem vontade de fazer nada (pelo menos é o que dizem da ressaca alcoólica, né? Nunca tive e nem pretendo!). Esse é o princípio básico que os leitores usam nas redes sociais para dizer que precisam de umas férias das leituras.

Eu conheço algumas pessoas que têm essa “ressaca” de um jeito meio diferente: quando leem um livro muito bom ou um livro muito ruim. Posso dizer que eu tive essa sensação de cansaço na mente três vezes no ano: primeiro por um livro excelente (A hora da estrela), depois por um livro muito decepcionante (Ninguém como você) e agora é um misto de cansaço acumulado com vontade de ler um livro que eu não tenho. Existem outros tipos de ressaca literária, se alguém quiser conversar sobre isso é só deixar um comentário!

No momento estou lendo Fahrenheit 451, mas beeeeeem devagar (isso porque o livro é bem pequeno! Eu mostrei os detalhes dele nesse vídeo:

Peço desculpas se o blog está meio parado, é justamente pela minha vontade de descansar a cabeça por um tempo. No momento quero sombra e água fresca. Eu estou com MUITA vontade de ler dois livros: Maze Runner – Correr ou morrer (vou deixar o vídeo para a resenha da Mari já, já) e a sequência de Partials (ainda sem tradução em português, para a minha infelicidade, mas lá fora se chama Fragments).

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Deu pra notar que eu estou numa pegada meio distópica, misteriosa…? Mas como não tenho nenhum dos dois livros, estou apanhando pra terminar o Fahrenheit. Ah, sem mencionar que eu parei de ler “A menina que roubava livros” antes da metade. Muita gente diz que tem esse problema de amor e ódio com o livro.

Acho que vocês já entenderam que eu estou em uma lazy zone. Agora vamos a algumas dicas que estou praticando para me curar logo dessa ressaca (nada muito parecido com uma ressaca alcoólica!).

Como curar uma ressaca literária (meus métodos):

1- Procuro fazer coisas que não exijam muito exercício mental (laughing out loud), como assistir séries de comédia, por exemplo. The Big Bang Theory é a minha paixão e eu também assisto a série Grimm, às vezes, apesar de não se encaixar em “comédia”. Judiei bastante da minha cabeça esse ano com provas difíceis de biologia, acho que agora ela merece um repouso! Toque violão, saia para andar com seu cachorro, vá nadar (porque tá muito quente!)… Pratique seus passatempos preferidos!

2- Tento ler outro livro, apesar de tudo. Estou fazendo isso com o Fahrenheit 451, mesmo que bem devagar. Para curar minha ressaca após a leitura de “A hora da estrela”, reli o livro  “Cidade das feras” e me ajudou bastante. Releituras são remédios ótimos! Escolha um livro que você tenha gostado muito e que sempre pensa em reler.

3- Assisto vídeos literários no Youtube. Mas peraí Mari, você não disse pra descansar um pouco a cabeça? Disse sim, e eu adoro assistir os vlogueiros falando de livros. Isso me deixa com vontade de ler e me ajuda a “sarar” dessa abstinência. Essa dica é uma coisa a parte, funciona para mim, mas não se se funciona de modo geral.

4- Espero um tempo, uma hora isso passa!

Essas são minhas dicas. Alguém tem mais alguma ideia que queira compartilhar? Ficarei muito feliz. Esse foi meu post update, espero que eu me sinta descansada logo para fazer mais resenhas para vocês. Só mais uma coisa: meu blog anda meio parado, mas eu estou colocando vídeos novos toda semana no canal. Lá tenho a opção de fazer TAGs quando estou sem ler quase nada (^^). Não deixe de visitar meu canal!

Beijos e até a próxima,

Mariana

(Resenha) Morte Súbita – JK Rowling

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Autor: J.K Rowling

Editora: Nova Fronteira

ISBN: 9788520932537

Páginas: 512

Lançamento: 2012

No vilarejo inglês de Pagford, tudo corre naturalmente. Tão pequeno que é considerado um distrito. Cada um com suas respectivas tarefas, a vida segue seu rumo naturalmente. Mas não para Barry Fairbrother, ocupante do principal cargo da política ali de Pagford, que morre de aneurisma já no primeiro capítulo do livro.

Antes que você queira me matar: isso não é um spoiler! Na verdade, é a ideia central do livro. Então já deu pra imaginar que a nossa rainha dos bruxinhos da série Harry Potter não vai falar de magia dessa vez. Pelo contrário: a história é muitíssimo realista e cotidiana. É um romance adulto que gira em torno da morte de Barry e da obsessão dos moradores pelo cargo administrativo deixado pelo falecido. Ailás, é por isso que o nome em inglês é “The Casual Vacancy”. Vacância quer dizer: “Cargo ou emprego enquanto não é preenchido”.

O livro é denso e difícil de ler, e isso pode assustar os fãs da JK, que nos levou facilmente ao mundo de Hogwarts – sem tropeços durante a leitura! Dessa vez eu estava esperando uma leitura lenta mesmo, pois já havia lido algumas resenhas sobre a obra. Acredito que nem deva ser uma leitura fácil: é de profunda reflexão e entendimento.

Vale dizer que o livro é dividido por partes e cada capítulo é narrado pelo ponto de vista de um personagem ou família, tendo como foco narrativo a terceira pessoa. Essa separação de capítulos não me incomodou, mas muitas pessoas me disseram que desistiram da leitura por causa disso.

(Spoiler a partir desse ponto)

Em cada família ou pessoa, existe um defeito crucial (ou vários). Me fez pensar sobre várias atitudes que eu tomo sem pensar, ou até mesmo em meus pensamentos em relação a tudo. Uma coisa que eu achei muito real no livro é o que o Danilo (do canal Cabine Literária) disse em sua  sobre o livro: com Barry morto, JK quis dizer que o altruísmo morreu, justamente porque Barry é uma das únicas pessoas no livro com a aura positiva, sempre tentando ajudar o próximo.

São poucas as pessoas no livro com sentimento puro; sempre tem uma personagem corrompida em cada capítulo, desde o começo até o fim da história. Quando eu acabei o livro, fechei-o e comecei a pensar o que a autora quis passar com a história. Acabei concluindo que o título brasileiro faz mais sentido (pelo menos para mim) que o inglês. “Morte Súbita” remete a fato de que pessoas boas tem uma morte súbita, ou seja, não a sentem se aproximar e não sofrem com o fim da vida. Pessoas ruim definham aos poucos e a morte pesa nos ombros, como um baú pesado repleto dos seus piores defeitos.

JK Rowling foi muito feliz na escolha do tema do seu romance adulto (entenda por adulto um tema pesado e narrativa pesada, e não cenas obscenas). É um livro que faz pensar – e como! Mas eu acho que ela se estendeu muito em alguns pontos onde a narrativa poderia ser mais corrida, ou até não ter existido. Mesmo assim, eu me emocionei na cena do funeral de Barry e com as personagens que, de certa forma, eram menosprezadas por serem boas. Então minha nota foi de três estrelas, porque eu acho que a narrativa poderia ser reduzida.

Aqui estão alguns quotes:

“Na sua opinião, o maior erro de 99% das pessoas é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser alguém diferente”

“É estranho como a nossa cabeça pode saber o que o coração se recusa a aceitar”

Beijos e até a próxima,

Mariana