(Resenha) Princesa Adormecida

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Autora: Paula Pimenta

Editora: Galera Record

Páginas: 192

Lançamento: 2014

ISBN: 9788501034205

Sinopse: Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

Depois de muito tempo querendo ler Princesa Adormecida, finalmente realizei a leitura. Como uma pessoa que ama a Disney de paixão, eu não podia deixar essa recontagem de Bela Adormecida de lado, ainda mais sendo contada pela Paula Pimenta! Fiquei bem curiosa quando vi o lançamento do livro, porque eu não fazia ideia de como a autora faria o desenrolar da história de uma menina que passa ANOS dormindo! Bom, digamos que a Paula me surpreendeu e, dos livros que eu li da autora, esse foi o melhor, páreo com Apaixonada por Palavras.

A coisa mais importante a se falar do livro: é incrivelmente rápido de ler. Sério, juntando todo o tempo que eu passei lendo, dá duas ou três horas. O livro é narrado pela Áurea, que tem seu nome modificado para Ana Rosa quando vem morar no Brasil depois de muuuuitas reviravoltas lá na Europa. Enfim, deixarei a sinopse de lado, assim vocês ficam com mais vontade de ler!

Além de narrado em primeira pessoa, o livro conta com várias conversas no estilo “balãozinho de chat de celular” e algumas páginas de jornal, relatando notícias. Isso tudo só torna a leitura ainda mais fácil.

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O mocinho também é um fofo, vale lembrar! (Ai, ai, Phil <3). E, sim, pensei no meu namorado enquanto eu lia, eu não traio ele com ninguém, nem personagens de livros HAHAHA. Mas, sério, as conversas de celular entre o Phil e a Ana são tão fofas, que eu suspirei vááárias vezes.

A Galera Record teve muito capricho com o livro, desde a capa até a diagramação. E, gente, o que é essa ilustração na capa? Linda de viver! Ficou tudo com cara de Paula Pimenta, ou seja, fofura extrema.

Agora, falando da Paula: eu acompanho a autora há muuuuito tempo, quando pouquíssima gente conhecia Fazendo Meu Filme (me orgulho em dizer isso). Lendo Princesa Adormecida, eu percebi como a autora melhorou a sua escrita. Não que fosse ruim no começo, mas as personagens dela se tornaram mais reais, daquelas que parece que estão do seu lado. Adorei ver essa melhora, tanto que Princesa Adormecida já ganhou lugar no meu coração como favorito.

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Recomendo para pessoas apaixonadas, que sonham acordadas, que amam a Disney… e tudo nesse universo de contos de fada!

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Dragões de Éter #2, Corações de Neve

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Autor: Raphael Draccon

Editora: Leya

Páginas: 495

Lançamento: 2009

ISBN: 9788562936012

Sinopse:  Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasceu a Era Antiga.

Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo rei, e a esperada Era Nova se inicia.

Entretanto, coisas estranhas continuam a acontecer…
Uma adolescente desenvolve uma iniciação mística proibida, despertando dons extraordinários que tocam nos dois lados da vida. Dois irmãos descobrem uma ligação de família com antigos laços de magia negra, que lhes são cobrados. Duas antigas sociedades secretas que deveriam estar exterminadas renascem como uma única, extremamente furiosa.

Após duas décadas preso e prestes a completar 40 anos, um ex-prisioneiro reconhecido mundialmente pelas ideias de rebeldia e divisão justa dos bens roubados de ricos entre pobres é libertado, desenterrando velhas feridas, ressentimentos entre monarcas e canções de guerra perigosas. O último príncipe de Arzallum resgata sombrios segredos familiares e enfrenta o torneio de pugilismo mais famoso do mundo, despertando na jornada poderosas forças malignas e benignas além de seu controle e compreensão.

E a tecnologia do Oriente chega de maneira devastadora ao Grande Paço, dando início a um processo que irá unir magia e ciência, modificando todo o conhecimento científico que o Ocidente imaginava possuir.

E mudará o mundo. Mais uma vez.

Eu realmente achei que, depois de ler o primeiro livro de Dragões de Éter (para ver a resenha do primeiro livro, é só clicar aqui), não teria como a série melhorar.

E eu não podia estar mais enganada! Esse se tornou um dos livros favoritos do ano.

No segundo livro, temos a presença de mais personagens e amadurecimento dos que aparecem desde Caçadores de Bruxas, o livro um. É muito visível o crescimento deles e eu gostei muito disso. Inclusive, numa série, acho esse fato fundamental, porque os personagens se tornam mais profundos e acabamos nos apegando a eles.

Outra coisa muito mais notável em Corações de Neve são as relações políticas. Logo no início do livro há uma carga grande de descrições sobre outras nações, seus costumes, cultura, tipo de governo… Isso foi a única coisa que me cansou, mas só porque foi logo no início do livro e tudo escrito de uma só vez. Ao longo da leitura, isso é amenizado. Tirando a parte que no começo foi pesada, acho que isso enriqueceu a história também.

Esse livro tem muito mais ação que o primeiro, portanto acabei fazendo menos marcações. Mas, mesmo assim, o Raphael Draccon não perde a veia poética.

“- Coragem? Isso não significa agir com ausência do medo?

– Não. Coragem significa agir ainda que na presença dele”

Aliás, as cenas de ação são INCRÍVEIS! É demais, gente. Durante uma luta especificamente, eu senti meu coração acelerado, calafrios e meus olhos até marejaram um pouco. Sem brincadeira! Sabe quando você lê algo do tipo: “… e o personagem Fulano sentiu seu corpo se arrepiar”? Então, geralmente eu não sinto altas emoções com uma descrição assim, mas o Draccon me faz acreditar que aquilo realmente está acontecendo, de forma que fiquei completamente imersa durante as cenas de batalha.

“Existem poucas, bem poucas coisas pelas quais vale a pena viver e morrer.

O amor é uma delas”

O romance no livro não deixa de existir, não. Mais uma vez, me emocionei em diversas partes. É bem legal ver que, com o amadurecimento de personagens, há o amadurecimento dos seus relacionamentos amorosos.

Falando nisso, tem uma coisa que eu acho digna de nota: o que eu mais gosto no Raphael Draccon é que ele sabe medir tudo na história, de ação ao romance. Isso para mim é o exemplo de história completa, e é o tipo que mais gosto. Quando leio um livro, gosto de me sentir completa em todos os sentidos e me admira muito um autor saber usar as palavras certas nos momentos certos.

Para Corações de Neve, só tenho elogios. O final foi simplesmente maravilhoso, o Draccon realmente gosta de finais majestosos. Mal posso esperar pelo próximo livro! ❤

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Dragões de Éter #1 – Caçadores de Bruxas

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Autor: Raphael Draccon

Série: Dragões de Éter, livro 1

Editora: Leya

Páginas: 438

Lançamento: 2007

ISBN: 9788562936333

Sinopse: Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer… Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real. E mudará o mundo.

Defino esse livro de Raphael Draccon como incrível. É até difícil começar a resenha de um livro tão bem elaborado, com elementos amarrados muito bem do começo ao fim. Assim que ganhei os livros, no final do ano passado, coloquei todas as minhas expectativas e, acredite, elas foram superadas.

Mesmo sendo um livro de fantasia, é incrivelmente fácil de ser lido. A história é narrada em terceira pessoa por um bardo muito simpático, que parece dialogar com o leitor o tempo todo. Detalhes, reflexões, diálogos… Tudo é posto na medida certa. Não é à toa que Draccon é um dos autores mais falados em âmbito nacional atualmente. Ele escreve incrívelmente bem!

Quanto a história, digo que foi bem diferente do que imaginei. No começo, eu esperava uma história bem complexa. Não foi isso que eu encontrei e, por favor, não entenda isso como algo negativo. Caçadores de Bruxa é uma recontagem dos contos de fadas, narrada de uma forma simples de ser entendida, mas não peca nas suas reflexões e frases (belíssimas, por sinal). Nesse universo, a história gira em torno de alguns personagens, os quais acho melhor não revelar para não estragar a surpresa. Temos personagens pré-adolescentes e adultos, e a narrativa muda um pouco conforme cada foco.

E aposto que, quem é fã dos contos de fada, se interessa por uma bela recontagem. Bom, no caso de Caçadores de Bruxas, vemos vários personagens que conhecemos na infância sendo retratados de outro jeito, sendo esse tão convincente e real que me peguei pensando por um momento qual história, de fato, seria a verdadeira.

Outros elementos muito interessantes são: que podemos notar a presença da cultura pop. Não de músicas, o que logo vem à nossa cabeça, mas de gírias, por exemplo. É um livro com ares medievais, mas com toques de modernidade! E que podemos notar analogias a fé e história, o que não deixa o livro “pesado” de forma alguma, e sim enriquecido!

Me envolvi na história do começo ao fim e só me demorei na leitura pelo fato do livro ser grandinho, apesar de ter letras bem grandes. Analisando o livro de forma geral, vi pouquíssimos defeitos, senão nulos de tão insignificantes. Nota máxima para esse livro e mal posso esperar para ler o próximo.

Não se deixe enganar, inclusive: apesar de se tratar de uma recontagem de contos de fada, o livro abrange várias faixas etárias, a partir de, mais ou menos, treze anos até… Bem, até quem quiser ler! Sem dúvidas se tornou um favorito para mim, além de ser altamente recomendado!

Só mais uma nota: eu e o Rodolfo do Tríplice Literária estamos pensando em fazer um hangout no Youtube sobre esse livro, de uma forma mais descontraída e abrangente. Para saber mais, é só curtir a minha página no Facebook e lá vou disponibilizar mais detalhes!

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) O medalhão mágico

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Autora: Mariana Lucera

Editora: Ársis Fantasia

Páginas: 364

Lançamento: 2013

I.S.B.N: 9788566766011

Sinopse: O que era apenas uma viagem de férias para a mansão de uma tia solitária, em Londres, acaba por se desdobrar em uma grande aventura para Emily Dismorri. Investigando o desaparecimento de sua prima, Lindsay, que sumiu naquele local há anos, Emy se depara com um portal que a leva para Damantiham. Lá, a garota começa uma jornada que lhe trará descobertas impressionantes sobre o seu passado, ao mesmo tempo em que ela precisará se esforçar para garantir o seu futuro. De posse da metade de um medalhão mágico, Emy faz amizades e se vê envolvida em uma disputa que há muito assola o reino, dominado pela poderosa e malévola feiticeira Amyla. Com a ajuda do mago Albergain, a garota e seus amigos Call, Hermes, Périgle, Mistice, Velkan e Sora darão início a uma batalha em busca da outra parte do objeto, na tentativa de restaurar o bem em Damantiham. No caminho, diversos imprevistos e reviravoltas aguardam por eles. A série O medalhão mágico é uma tetralogia, inicia-se pelo livro O Reino de Damantiham e é constituída por mais três: A cidade perdidaO último guardião e A nova era, que serão publicados em breve.

Para fazer essa resenha, eu senti a necessidade de pontuar os pontos positivos e negativos da história. Sem razão nenhuma mesmo. É que eu me sinto mais à vontade fazendo isso com alguns livros que leio. Mas, antes de tudo, quero esclarecer: tenho quase certeza que li esse livro em uma época errada, por isso não rolou tanta química.

Pontos positivos:

– O ínicio da história é do tipo que me agrada muito. Não sou suuuper fã de mistério, como vocês já devem saber. Mas em “O medalhão mágico”, tudo é bem fácil de entender. Então, sim, tem um mistério pairando no ar, mas infelizmente não posso falar muito sobre isso porque não quero estragar a leitura de ninguém.

– Além do início, a premissa do livro também me chamou muito a atenção. Pra mim, foi uma mistura de As Crônicas de Nárnia com O mágico de Oz, como muito bem me lembrou a minha amiga Dani, do blog/canal Tríplice Literária. Realmente, a história é criativa e cheia de magia durante toooodo o livro.

– Todo leitor de identifica com a Emy, porque ela é apaixonada por livros e vive bisbilhotando estantes por aí. Ponto estratégico para encantar o coração de jovens leitores!

(E por falar em jovens leitores, realmente acho que esse livro é para uma faixa etária menor que a minha, talvez entre 12 ou 13 anos).

– A narrativa é em terceira pessoa, então acompanhamos a história de vários personagens, desde a vilã maior até a nossa heroína. Para livros de fantasia, eu realmente acho que esse tipo de narrativa é o melhor.

– Por último, mas não menos importante: eu fiquei apaixonada pelo Call (mocinho do livro). Vocês me conhecem, né? Fico cheia dos feels por meninos fofos dos livros! E, sério, ele acabou se tornando o meu preferido de todo o livro.

Pontos negativos:

– Achei algumas passagens pouco descritas. Não posso especificar quais momentos em questão aqui por motivo de spoiler, mas isso realmente me deixou desapontada.

– Algumas passagens também foram rápidas demais para que eu conseguisse assimilar. Eu tive que voltar várias vezes na história para entender alguns capítulos e conversas entre os personagens, principalmente as mais complexas (como, por exemplo, a história de Damantiham).

– Na metade do livro, perdi o fôlego com a história. Ta aí o motivo dessa resenha ter demorado tanto para sair. E nesse ponto eu realmente acho que o problema fui eu, já que vi outras resenhas de pessoas que leram e devoraram o livro. No meu caso, eu fui mastigando a história aos poucos, tanto que tive que intercalar com outras leituras.

Apesar dos pontos negativos, realmente acho que a autora tem potencial para fazer as continuações serem ainda melhores que o primeiro livro. Recomendo esse, então, para quem está começando a se apaixonar por leitura ou para adolescentes de 12 ou 13 anos, como também já citei. Quem quiser adquirir o livro, pode fazê-lo pelo  site da Editora Ársis Fantasia!

Beijos e até a próxima,

Mari

(Resenha) Convergente

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Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 528

Lançamento: 2014

I.S.B.N: 9788579801860

Sinopse: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. O livro, que chega ao Brasil no momento em que Divergente estreia nos cinemas, alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do The New York Times e foi o título mais vendido pela gigante Amazon no segmento infantojuvenil em 2013.

Como vocês já sabem, eu li Divergente e simplesmente AMEI. Devorei a trilogia em pouquíssimo tempo e mal posso esperar pelo filme, que vai estrear no mês que vem aqui no Brasil! A série é fácil de ser lida e tem reflexões interessantíssimas, o que muito me agrada.  Em Convergente, além de mil acontecimentos inesperados, temos a presença de uma narrativa dupla! Tris escreve um capítulo e depois Tobias escreve outro. Posso dizer que adorei isso, já que eu adoro o Tobias. Mesmo assim, devo acrescentar que, dos três livros, o meu favorito ainda é o primeiro.

Se alguma palavra pode definir o que senti lendo Convergente, certamente é angústia. Não digo isso porque o livro é ruim, triste do começo ao fim. Nada disso. Acontece que recebi um spoiler MUITO GRANDE do final do livro quando eu ainda estava na metade. Mordi a língua e tentei acreditar que era um spoiler falso, mas não: ele se concretizou no final do livro. Nem preciso dizer que chorei pra caramba, né?

Bom, vou falar do começo e logo chego no final (prometo não dar spoilers do livro, mas se você ainda não leu nenhum dos dois anteriores recomendo que 1. LEIA A SÉRIE, POR FAVOR e 2. venha ler minha resenha depois!). Esse livro sofre uma reviravolta das grandes, tamanha que eu nunca teria imaginado as coisas que acontecem nele. Parte de mim acha que a Veronica Roth tomou esse rumo por não ter tido uma saída melhor, mas a grande parte acredita que ela esteve pensando no desfecho desde o começo. Confesso que não gostei muito desse rumo tomado, mas quem sou eu para reclamar? A série é boa mesmo assim. Sem querer comparar muito, mas lendo a trilogia Jogos Vorazes eu senti a mesma coisa em relação ao último livro. Sei lá, pode ser um tipo de aversão minha a últimos livros! A maioria dos blogueiros gostou de Convergente e de A Esperança.

E que você não me entenda mal, pupilo. Gostei do final da série, mas não tanto quanto esperava. Entendi o motivo pelo qual a Veronica (olha a intimidade) deu esse desfecho a série e gostaria muito de dizer a vocês o que achei do fim! Se você já leu, por favor comente! Quero compartilhar meus sentimentos com alguém e tô sem dinheiro para um psicólogo.

As tramas políticas voam muito além do esperado nesse livro, o que achei muito legal. É como na nossa vida real e sem facções: muitas vezes não conseguimos saber o que acontece no âmbito político, porque muita coisa nos é oculta. Essa sacada da Veronica foi demais! Digo que fiquei angustiada porque sofri bons bocados com a Tris durante a história: qual escolha deveria tomar? Em Convergente, as ideias das facções são postas em cheque: seja audaz, seja altruísta, seja inteligente, seja franco, seja gentil. Eu vi muitas especulações que eu mesma tinha feito no primeiro livro se concretizando no terceiro, até me bateu um orgulho. Se você assistir meu vídeo onde discuto sobre o primeiro livro, provavelmente terá uma noção do que digo. Clique aqui para acessar o meu canal. E um adendo: o romance tá tão legal nesse livro! Eu, como boa romântica que sou, achei que a Tris e o Tobias estavam muito mais maduros, apesar do Tobias ter me irritado um pouco em alguns momentos.

Agora a parte chata: eu não gostei do final. Gente, que triste! Chorei pra caramba, mesmo! E olha que eu não choro fácil lendo. Tá, vou ser sincera (olha a Franqueza batendo, aí): eu fiquei dividida entre gostar ou não. Sei que a escolha que a Tris fez foi muito sábia, digna de aplausos. O duro é aceitar isso. Sabe aquele tipo de escolha que machuca mas que, por mais que doa, devemos tomar? Então. Tia Veronica Roth ensinando as pessoas que a vida não é fácil.

Acabei dando três estrelinhas. Vou dizer por quê: uma estrela caiu pelo final, que me fez chorar (apesar de eu estar divida entre gostar ou não, como eu já disse. Importante frisar isso); outra estrelinha caiu porque tudo aconteceu rápido demais. Tive que voltar em algumas partes para entender algumas discussões. Conversando com algumas pessoas, cheguei a conclusão de que algumas coisas que aconteceram em Convergente poderiam ter acontecido em Insurgente, pelo menos uma menção maior do problema.

Não quero desmotivar ninguém a ler, longe disso. Esse livro só me deixou com cara de paisagem quando acabei. Quem me conhece sabe que eu fiquei uma semana inteira em choque. Prometi não dar spoilers, então não posso especificar muito o por quê de eu ter ficado chateada com Convergente. Acho que você terá que ler para descobrir e entrar para o clube dos fãs de Divergente!

P.S: se os livros anteriores tiveram frases boas, esse teve frases INCRÍVEIS! Fiz tantas marcações que até perdi a conta. Aqui vão algumas:

“De uma tirania para outra. Este é o nosso mundo agora”

“Parece que as rebeliões nunca terminam, na cidade, neste complexo, em todo lugar. Existem apenas intervalos e, tolos, chamamos esses breves períodos de paz”

“Ou talvez o perdão seja apenas o afastamento contínuo de lembranças amargas até que o tempo diminua a dor e a raiva, e o mal seja esquecido”

Resenha de Divergente

Resenha de Insurgente

Beijos e boa leitura!

Mari

(Resenha) Droga da Obediência

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Autor: Pedro Bandeira

Editora: Moderna

Páginas: 192

I.S.B.N: 9788516045395

Sinopse: O livro que iniciou a série com os Karas Uma turma de adolescentes enfrenta o mais diabólico dos crimes! Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes – os Karas – enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga! E essa droga já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo. Este é um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

Todo mundo da minha idade sempre fala desse livro. “É ótimo, você tem que ler!”. Sempre ouvi isso até hoje e nunca tive a vontade de ler. Não que eu não me interessasse, pelo contrário, mas sempre coloquei outros livros na frente.

Isso parou de vez quando vi o vídeo da Bruna falando sobre Os Karas, a turma que faz a história desse e de outros livros. Me deu mais vontade ainda e decidi: eu ia ler.

Admito que esse não é o tipo da história que eu mais gosto. Sou meio lerda para entender tramas de livros de investigação, mas por ser um livro infanto-juvenil eu consegui dessa vez! *palmas*. Estou, então, indicando diretamente esse livro a um público mais novo (dos nove aos doze acho adequado, mas quem for mais velho e quiser ler não terá problema algum pelo fato da leitura ser muito fácil e engraçada). É o tipo de livro que faz os jovens tomarem o gosto pela leitura. Não foi o meu caso, já que só li “A Droga da Obediência” agora, mas muita gente se apaixonou pelos Karas e começou a ler mais depois dessa leitura!

Além de uma narrativa simples e fácil, Pedro Bandeira deixa uma crítica muuuuito interessante (e quem me conhece sabe que eu adoro esses livros com uma crítica subentendida). Achei isso ótimo, pois desperta senso crítico no pessoal que está começando a criar gosto pelos livros. Dos infanto-juvenis que li, esse certamente é o de maior conteúdo. Não se deixe enganar: conteúdo não quer dizer que a leitura é pesada. De forma alguma. Como já mencionei, o livro tem uma narrativa bem gostosa de seguir.

Também estão presentes no livro uma série de regras criadas pelos Karas, uma mais legal que a outra. Os códigos que eles trocam entre si e o jeito que conhecem um ao outro são incríveis! Isso dá cada vez mais vontade de ler e curiosidade para saber o que acontecerá no próximo livro. Se você quer que seu irmão mais novo adquira o hábito de ler, certamente o nosso amigo Pedro Bandeira fará esse papel por você: basta dar de presente o livro “Droga da Obediência”. Geralmente as pessoas adquirem esse hábito quando não conseguem deixar o livro de lado e, com uma sequência de livros de mistério, isso funciona super bem!

Deixo aqui a minha dica e também o vídeo da Bruna sobre o mesmo livro (que, inclusive, é muito mais detalhado que a minha resenha aqui!).

 

Beijos e até a próxima,

 

Mariana

(Resenha) O duque e eu

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Autora: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 282

I.S.B.N: 9788580411461

Lançamento: 2013

Primeiro livro da série “Os Bridgertons”

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

A série “Os Bridgertons” virou febre entre minhas amigas (e até mesmo mães de amigas). Eu já tive uma boa dose de aventura esse ano e estava sentindo falta de um romance. Sem mais delongas, terminei de ler “A menina que semeava” (que terá resenha em breve no meu canal do youtube) e já peguei “O duque e eu”. A leitura é tão fluida e envolvente que me fez ler tudo em um dia.

O livro pode ter características de um romance de banca (daquele tipo água e sal), mas isso não quer dizer que a história seja de uma qualidade inferior. Julia Quinn mostra nesse primeiro livro da série a relação de Simon com seu fantasma do passado e seu desejo de vingança contra o temível pai. O duque nunca recebeu palavras carinhosas de alguém até que Daphne aparece em sua vida e quer lhe ensinar o real sentido de ter uma família amorosa. Fora isso, também é possível encontrar críticas sobre a sociedade londrina da época, que é quase uma personagem física no romance.

Sobre tudo, o romance do casal é do tipo perfeito (bem, quase perfeito) e confesso que me tirou sorrisos algumas vezes. “O duque e eu” é o tipo de livro em que temos certeza desde o início que o casal ficará junto, mas não sabemos como e nem quando. Críticos costumam chamar Julia Quinn de “nova Jane Austen” e eu tenho que concordar. O sarcasmo presente em Daphne me lembra muito o de Lizzie Bennet em “Orgulho e Preconceito”, cujo conteúdo é bastante semelhante ao de “O duque e eu”.

Cinco estrelas para esse livro por me fazer ler tão rápido e por me deixar apaixonada por Daphne e Simon. Não recomendo a todas as idades, mas acima de dezesseis ou dezessete anos é uma ótima escolha de leitura!

Já tenho o segundo livro da série (“O visconde que me amava”) e acho interessante dizer que é a história de Anthony, irmão de Daphne. A série é composta de oito livros, sendo todos os personagens principais da família Bridgerton. Mal posso esperar para começar o segundo!

Beijos e até a próxima,

Mari